Área de Sarcomas

Somos um centro de referência no tratamento de sarcomas, pioneiros em programas de preservação de membros. Contamos também com uma equipa especializada em sarcomas retroperitoneais e com tecnologia avançada, como a protonterapia, fundamental no tratamento de alguns tipos de sarcoma.

DR. ALEJANDRO GALLEGO MARTÍNEZ
COORDENADOR. ÁREA DE SARCOMAS

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em Oncologia Médica. Clínica Universidad de Navarra

A Área de Sarcomas do Cancer Center Clínica Universidad de Navarra é um dos centros de referência internacional no diagnóstico e tratamento desta doença. A nossa equipa multidisciplinar tem uma vasta experiência na abordagem dos sarcomas, pelo que recebemos doentes referenciados de toda a Espanha e de outros países.

Desde 1980, mais de 2.000 doentes com sarcoma foram tratados na Clínica. Somos, além disso, um dos primeiros centros do mundo a implementar programas de cirurgia conservadora do membro, o que hoje nos permite atingir taxas de preservação próximas dos 95%

Cada doente recebe um diagnóstico e um tratamento personalizados, com base na análise anatomopatológica e genómica do tumor e na utilização de técnicas avançadas de imagiologia de diagnóstico. Tal como noutros cancros, o diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para obter os melhores resultados.

Entre as nossas principais inovações destaca-se a protonterapia, especialmente relevante no tratamento de alguns sarcomas complexos, como os cordomas, pois permite administrar radiação de alta precisão, protegendo ao máximo os tecidos saudáveis próximos.

Esta abordagem integrada, combinada com tecnologia de última geração e uma equipa altamente especializada, permite-nos oferecer resultados clínicos de referência com base numa atenção centrada no doente.

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Diagnóstico e tratamentos de vanguarda para melhores cuidados

É absolutamente imprescindível que o processo diagnóstico e o início do tratamento sejam o mais rápidos possível. Os atrasos podem comprometer a sobrevivência do doente.

É o cancro ósseo infantil mais frequente, embora a sua incidência seja muito baixa (1–2 casos por milhão de habitantes por ano). Por isso, é fundamental que seja tratado em centros com experiência.

Afeta habitualmente crianças e adolescentes, sendo a localização mais frequente em redor do joelho. A dor (principalmente noturna) é o sintoma mais comum, por vezes acompanhada por um aumento de volume de consistência dura.

O diagnóstico e o tratamento precoces são de importância crucial para alcançar as melhores taxas de sobrevivência e preservação do membro.

O tratamento consiste em quimioterapia (na Clínica utilizamos quimioterapia intra-arterial para melhorar a resposta tumoral) e cirurgia. Os melhores resultados obtêm-se quando a resposta ao tratamento é boa e o tumor é completamente removido na cirurgia. Para tal, é indispensável a experiência de uma equipa multidisciplinar de radiologistas, patologistas, oncologistas, pediatras, cirurgiões ortopédicos…

Desenvolvemos técnicas como a epifisiolistese prévia à resseção, que permitem otimizar os resultados e que, atualmente, foram divulgadas em todo o mundo através de profissionais que aqui vieram formar-se.

É o segundo sarcoma ósseo mais frequente. Afeta também crianças e adolescentes. Metade dos casos localiza-se no esqueleto axial (bacia, coluna, escápula, clavícula, costelas…), podendo os restantes surgir em qualquer osso.

Tal como no osteossarcoma, a dor noturna numa criança ou adolescente costuma ser o sintoma inicial, com ou sem aparecimento de um nódulo. Quanto mais cedo se iniciar o tratamento, maiores serão as probabilidades de cura.

Também neste tumor é muito importante a resposta à quimioterapia (embora os fármacos utilizados sejam diferentes dos do osteossarcoma) e uma boa cirurgia que, em localizações como a bacia ou a coluna, é muito mais exigente do que nas extremidades. Em alguns casos recorre-se igualmente à radioterapia.

Em 80% dos nossos casos, a quimioterapia pré-operatória atinge taxas de necrose tumoral próximas dos 100%, o que facilita enormemente a resseção cirúrgica.

É um tumor ósseo típico do adulto. Pode surgir a partir de uma lesão benigna prévia (osteocondroma ou condroma) da infância, ou aparecer “de novo”. Pode igualmente provocar dor noturna e o aparecimento de um nódulo duro de crescimento rápido.

Habitualmente não responde à quimioterapia nem à radioterapia, pelo que o tratamento principal é cirúrgico. Alguns condrossarcomas de baixo grau podem ser tratados com cirurgias pouco agressivas, enquanto os de alto grau (II e III) requerem cirurgias alargadas. As localizações axiais exigem cirurgias complexas.

É um tumor típico das epífises (zona articular) dos ossos longos. As localizações mais frequentes são o joelho e o punho, em adultos jovens (20–40 anos). Trata-se de um tumor benigno, embora com comportamento localmente agressivo.

Até há uma década, o tratamento era exclusivamente cirúrgico, tendo sido entretanto identificada uma terapêutica eficaz (Denosumab) para este tumor. Atualmente utilizamo-la como tratamento prévio para facilitar a cirurgia.

Na maioria dos casos, o tratamento consiste em cirurgia de curetagem (preservando a articulação) associada a algum adjuvante (azoto líquido, fenol, etc.) para prevenir a recidiva.

Trata-se de um grupo muito heterogéneo de tumores que afetam a componente “não óssea” do aparelho locomotor das extremidades e do tronco. Existem mais de 60 tipos diferentes, sendo os mais frequentes os de estirpe adiposa (lipossarcomas), estirpe fibrosa (fibrossarcoma ou fibrohistiocitoma), sarcoma sinovial, tumores de estirpe neural (schwannossarcomas), entre outros.

São típicos do adulto e geralmente pouco dolorosos. O mais frequente é o aparecimento de um nódulo de consistência elástica numa extremidade. Os critérios de suspeita de sarcoma das partes moles (perante o aparecimento de um nódulo) são:

  • Nódulo com diâmetro superior a 4–5 cm (aproximadamente o tamanho de uma bola de golfe).
  • Doloroso.
  • Crescimento rápido (semanas).
  • Profundo em relação à fáscia.
  • Mesmo sem nenhuma das características anteriores, um nódulo que é removido e reaparece.

O diagnóstico requer exames de imagem (sendo a ressonância magnética e o PET particularmente úteis). A biópsia é necessária para confirmar a suspeita clínica.

O patologista deve também ser experiente para distinguir os diferentes tipos de sarcoma e classificá-los de acordo com a sua agressividade (alto ou baixo grau).

A arma terapêutica mais eficaz é a cirurgia de resseção completa do tumor. A radioterapia está indicada na maioria dos tumores grandes e profundos em relação à fáscia. A quimioterapia é utilizada ocasionalmente nos sarcomas de alto grau. O prognóstico depende da extensão inicial, do tamanho tumoral e do grau histológico.

Em mãos experientes, a taxa de cura ronda os 80%, preservando o membro na grande maioria dos casos.

Devem ser operados por cirurgiões experientes. A radioterapia é eficaz em tumores grandes ou profundos. A quimioterapia tem eficácia limitada, sendo utilizada em tumores metastáticos de alto grau ou como prevenção de possíveis metástases.

São três vezes mais frequentes do que os sarcomas ósseos e frequentemente subdiagnosticados e tratados por médicos sem experiência, de diferentes especialidades. Nos países onde estes casos não são referenciados para centros especializados, a taxa de cura é significativamente mais baixa.

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ESPECIALIZAÇÃO

O valor da experiência

Oferecemos um tratamento integral da doença com as mais recentes inovações, tanto no diagnóstico como no tratamento, realizado por uma equipa multidisciplinar com vasta experiência nesta área.

Cirujanos en plena intervención quirúrgica de rodilla.


Cirurgia de precisão

Para curar um tumor ósseo maligno é necessário remover toda a lesão, incluindo o trajeto da biópsia prévia. Por este motivo, a biópsia deve ser realizada pelo cirurgião que irá efetuar a cirurgia definitiva.

Enfermera y médico atienden a paciente con osteosarcoma.<br/>


Trabalho em equipa

É essencial unir esforços para que cada doente seja acompanhado por uma equipa que discute e acompanha cada caso individualmente, sem atrasos que condicionem a eficácia do tratamento.


Experiência

A Clínica é um dos centros com maior experiência a nível europeu em tumores musculoesqueléticos e apresenta uma das mais elevadas taxas de preservação do membro a nível mundial.

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Avaliação integral do doente.
  • Tecnologia de vanguarda.
  • Profissionais experientes e de referência internacional.

A nossa equipa de profissionais

Continuamos a investigar diariamente para encontrar soluções

Investigação contra
os tumores musculoesqueléticos

A Área de Investigação em Neuro-oncologia, Sarcomas e Tumores Pediátricos procura encontrar tratamentos inovadores que permitam superar as taxas de cura atualmente alcançadas.

Deste trabalho resultam numerosas publicações, muitas delas em colaboração com os mais prestigiados investigadores internacionais nesta área.

A participação nestes ensaios oferece novas oportunidades aos doentes, permitindo o acesso aos avanços terapêuticos mais recentes.

El Área de Investigación de Neurooncología, Sarcomas y Tumores Pediátricos busca encontrar tratamientos innovadores, que permitan superar la tasa de curación obtenida hasta el momento.

Fruto de ello son las numerosas publicaciones, muchas de ellas en colaboración con los más prestigiosos investigadores de todo el mundo en esta materia.

Participar en estos ensayos ofrece nuevas posibilidades a los pacientes permitiendo el acceso a los últimos avances terapéuticos.