Tratamento radioisotópico do carcinoma da tiroide
"Dispor de uma equipa multidisciplinar, experiente e bem coordenada é importante em qualquer patologia. No cancro da tiroide, é mais do que importante — é vital."
DR. JUAN CARLOS GALOFRÉ FERRATER COORDENADOR. ÁREA DE CANCRO DA TIROIDE E TUMORES ENDÓCRINOS

O tratamento radioisotópico do carcinoma da tiroide é um tipo de radioterapia metabólica que consiste na administração terapêutica de radioiodo (doses de 100 a 200 mCi).
É utilizado como tratamento do carcinoma diferenciado da tiroide, quer de forma complementar à cirurgia para a destruição de remanescentes tiroideus, quer como tratamento de eleição na afetação próxima da área ressecada e à distância (metástases) desse carcinoma.

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Quando está indicado o tratamento radioisotópico para o cancro da tiroide?
O tratamento com Iodo-131 é utilizado como complemento à cirurgia para a destruição de remanescentes tiroideus ou como tratamento de eleição quando existe envolvimento próximo da área ressecada e à distância (metástases) do carcinoma.
Este tratamento é realizado aproximadamente dois meses após a intervenção cirúrgica.
Indicações mais frequentes deste tratamento:
Foi-lhe diagnosticado um cancro da tiroide?
Pode ser necessário realizar um tratamento com radioisótopos
Como se realiza o tratamento com radioisótopos?
A administração de radioiodo é, geralmente, efetuada por via oral, numa dose única, após o doente permanecer em jejum durante seis a oito horas.
O tratamento requer a hospitalização do doente num quarto especialmente adaptado às normas de proteção radiológica estabelecidas para o efeito.
O doente permanecerá nesse quarto em regime de isolamento (não poderá sair nem receber visitas) até que os níveis de radiação diminuam (aproximadamente três dias). Durante este período, receberá cuidados de enfermagem e assistência médica permanentes.
A administração terapêutica de radioiodo no carcinoma diferenciado da tiroide é um tratamento de radioterapia e, por isso, está sujeita a efeitos indesejáveis decorrentes da irradiação.
Devido à longa esperança de vida destes doentes e, apesar de a experiência com o radioiodo no tratamento do carcinoma diferenciado da tiroide demonstrar que se trata de uma terapêutica segura, deve ser considerada a possibilidade de desenvolvimento de outros tumores, sobretudo nos casos tratados com doses elevadas e/ou repetidas.
Importa referir que a administração de radioiodo está contraindicada em doentes grávidas, pelo risco de o radioiodo afetar o desenvolvimento do bebé ainda por nascer.
Uma vez que o organismo retém radioiodo durante os seis meses seguintes à sua administração, deve evitar-se a gravidez durante este período. Após esse tempo, já não se consideram riscos relevantes.
O tratamento deve ser indicado por um especialista, após a resseção da glândula tiroide.
Como preparação prévia, deverá suspender a terapêutica hormonal de substituição (hormona tiroideia) pelo menos 4 a 6 semanas antes do tratamento com radioiodo e seguir uma dieta pobre em iodo.
Do mesmo modo, deverão evitar-se, sempre que possível e sob supervisão do seu médico, os fármacos que interfiram com a incorporação do radioiodo (tinturas de iodo de uso tópico, amiodarona, ansiolíticos, antidepressivos, etc.).
A utilização recente de meios de contraste radiológicos iodados obrigará a adiar a administração do tratamento, para que este seja eficaz.
Nos dias seguintes à administração, podem surgir alguns desconfortos pouco importantes, mas que devem ser conhecidos para evitar preocupação ou ansiedade no doente.
Pode sentir-se uma sensação de peso gástrico, náuseas e, raramente, vómitos; por isso, é habitual tratar os doentes preventivamente com agentes antieméticos e fármacos que favorecem o esvaziamento gástrico.
Também pode ocorrer uma sensação de pressão em ambos os lados da mandíbula, devido a uma ligeira inflamação das glândulas salivares, associada a boca seca e perda do paladar. Este efeito desaparece na maioria dos casos com medidas que promovem a secreção salivar.
Ocasionalmente, pode surgir uma ligeira cistite como consequência da eliminação do radioiodo pela urina. Para o prevenir, recomenda-se o aumento da ingestão de líquidos.
Outros possíveis efeitos secundários, como a sensação de tensão no pescoço, podem ocorrer dependendo da quantidade de remanescentes tiroideus após a cirurgia. Contudo, caso surjam, são facilmente tratáveis com fármacos anti-inflamatórios.
A Área de Patologia Tiroideia
da Clínica Universidad de Navarra
A Área de Patologia Tiroideia é constituída por uma equipa multidisciplinar de especialistas que trabalham de forma conjunta para oferecer aos doentes com problemas tiroideus um diagnóstico preciso.
Após o diagnóstico, é indicado ao doente o tratamento mais adequado ao seu caso e é realizado um acompanhamento contínuo para alcançar os objetivos pretendidos.
A Clínica é pioneira na implementação de técnicas médicas em Espanha e a nível mundial, sendo uma referência internacional em procedimentos altamente especializados.
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