Cancro do útero
"O risco diminui evitando a terapêutica hormonal apenas com estrogénios, mantendo um peso saudável, praticando exercício e realizando um controlo ginecológico regular."
DR. JOSÉ ÁNGEL MÍNGUEZ MILIO
CODIRETOR. DEPARTAMENTO DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

O que é o cancro do útero?
O cancro do útero é um tipo de tumor que ocorre quando as células crescem de forma descontrolada neste órgão. Frequentemente, este tipo de cancro está localizado dentro do útero, pelo que apresenta muitas possibilidades de cura. Na maioria dos casos não é possível realizar prevenção, mas a redução dos fatores de risco diminui a probabilidade de desenvolvimento desta doença.
Existem dois tipos de cancro do útero, sendo o mais frequente o cancro do endométrio. O endométrio é uma mucosa que reveste o útero por dentro. O outro tipo de cancro do útero é o sarcoma uterino, que é menos frequente e se desenvolve nos tecidos musculares do útero.
No Cancer Center Clínica Universidad de Navarra contamos com uma Área de Cancro Ginecológico, cujo objetivo é oferecer às nossas doentes um atendimento individualizado.
Para isso, contamos com um grupo de profissionais altamente especializados: oncologistas médicos, ginecologistas oncologistas, oncologistas de radioterapia, patologistas, radiologistas, especialistas em medicina nuclear, geneticistas e enfermagem especializada.
Esta abordagem multidisciplinar permite-nos personalizar o tratamento de cada doente de forma consensual, procurando a excelência e a inovação.

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Quais são os sintomas do cancro do útero?
Hemorragia vaginal
É o sintoma mais frequente, especialmente em mulheres pós-menopáusicas. Pode ser ligeira ou abundante, e a sua presença deve ser avaliada de imediato.
Corrimento vaginal anormal
Caracteriza-se por um corrimento acastanhado, espesso ou com mau cheiro, associado a alterações anormais do tecido uterino. Embora nem sempre indique cancro, requer avaliação médica se for persistente.
Dor ou hemorragia durante as relações sexuais
A dor ou hemorragia após o coito pode dever-se a lesões no útero ou a inflamação do tecido. É um sintoma de alerta que não deve ser ignorado, especialmente se ocorrer com outros sinais.
Dor pélvica
A dor persistente na parte inferior do abdómen, mesmo que ligeira, pode indicar alterações avançadas no útero. Este sintoma tende a surgir em fases mais tardias da doença.
Apresenta algum destes sintomas?
Se suspeitar que apresenta algum dos sintomas mencionados,
deve consultar um médico especialista para o respetivo diagnóstico.
Quais são as causas do cancro do útero?
Não se conhecem com exatidão as causas do cancro do útero. O risco aumenta quando existem níveis elevados de estrogénios de forma crónica e a mulher já passou pela menopausa.
São considerados fatores predisponentes a obesidade, antecedentes de infertilidade ou ausência de gravidezes, menopausa em idade tardia (após os 52 anos), síndrome do ovário poliquístico, tumores do ovário produtores de estrogénios ou, ainda, a utilização de hormonas com estrogénios (por exemplo, terapêutica hormonal de substituição sem adição de progesterona).
Os síndromes hereditários mais frequentemente associados ao cancro do endométrio são o síndrome de Lynch, o síndrome de Cowden e o cancro hereditário da mama e do ovário associado a mutações nos genes BRCA1/2.
Se numa família existirem antecedentes de cancro do útero, recomenda-se a consulta de um especialista em Genética Clínica para realizar os testes necessários e avaliar a eventual existência de componente hereditária.
Fatores de risco do cancro do útero
- Menopausa tardia (após os 52 anos)
- Nuliparidade (não ter tido filhos)
- Diabetes, hipertensão, consumo de gorduras, terapêutica hormonal de substituição apenas com estrogénios, anovulação crónica (ovário poliquístico ou outras causas)
- Toma de tamoxifeno, frequentemente administrado como parte do tratamento do cancro da mama.
- Condições hereditárias: portadoras do gene associado ao cancro colorretal hereditário não poliposo (Lynch tipo II).
- História pessoal de cancro da mama ou do ovário.
- Hiperplasia endometrial.
- Alguns tumores do ovário produtores de estrogénios.
Como se diagnostica o cancro do útero?
O diagnóstico molecular do cancro do útero permite conhecer com maior precisão o prognóstico e definir o tratamento mais adequado para cada doente.
Em primeiro lugar, realiza-se uma história clínica completa e um exame ginecológico. São solicitadas análises ao sangue, incluindo marcadores tumorais. Habitualmente, realiza-se uma ecografia transvaginal para avaliar as características e a espessura do endométrio.
Se o endométrio estiver espessado ou for suspeito, exclui-se cancro através de biópsia, por vezes por histeroscopia. Confirmado o cancro, realizam-se exames complementares (TAC, RM, PET-TC) para determinar a extensão e planear o tratamento mais adequado.
Tratamento do cancro do útero
O tratamento habitual do cancro do útero é cirúrgico. Dependendo do tamanho, localização e estádio do tumor, o especialista recomendará um ou outro tipo de cirurgia, sendo necessário, em alguns casos, remover totalmente o útero através de uma histerectomia e os anexos (trompas e ovários). Também, de acordo com alguns fatores prognósticos (profundidade de invasão da parede uterina e grau de diferenciação), poderá ser necessário remover os gânglios da pelve e, por vezes, também os para-aórticos.
Em alguns casos com fatores prognósticos adversos (gânglios linfáticos com tumor, alguns tipos histológicos, etc.), que aumentam o risco de recidiva local e/ou à distância, recomenda-se a administração de radioterapia e/ou quimioterapia após a cirurgia.
Dispomos da mais recente tecnologia na administração de braquiterapia, bem como do tratamento com protões para o cancro do endométrio.
Em casos avançados, com extensão da doença ao abdómen, após uma cirurgia semelhante à do cancro do ovário, é necessário administrar quimioterapia. A hormonoterapia é frequentemente utilizada neste tipo de tumor quando se encontra disseminado.
O especialista poderá ainda avaliar a administração de radioterapia após a cirurgia para diminuir a incidência de recidiva local e regional.
Em doentes em idade reprodutiva e com desejo de ter filhos, quando o tumor está localizado na cavidade uterina e não há suspeita de invasão da parede nem de disseminação, pode ser realizado tratamento com hormonoterapia.
Protonterapia contra o cancro
A terapia com protões é a modalidade de radioterapia externa de maior precisão, proporcionando uma melhor distribuição da dose de radiação e, por conseguinte, menor irradiação dos tecidos saudáveis.
A Unidade de Protonterapia ou Terapia de Protões do Cancer Center Clínica Universidad de Navarra, na sua sede de Madrid, é a mais avançada da Europa e a primeira num Centro de Cancro, com todo o respetivo apoio assistencial, académico e de investigação.
A Área de Cancro Ginecológico
do Cancer Center Clínica Universidad de Navarra
A Área de Cancro Ginecológico é uma unidade multidisciplinar centrada no tratamento e na investigação dos tumores do aparelho genital feminino.
Contamos com profissionais de reconhecido prestígio nacional e internacional, considerados líderes de opinião na sua área, que ao longo dos anos constituíram uma equipa que coloca a doente no centro da sua atividade.
Que doenças tratamos?
- Cancro do ovário
- Cancro do útero ou do endométrio
- Cancro do colo do útero
- Tumores da vagina
- Tumores da vulva
- Doença trofoblástica gestacional

Porquê na Clínica?
- Elevada especialização cirúrgica.
- Centrados na doente.
- Tecnologia de diagnóstico e terapêutica de vanguarda.
- Investigação e ensaios clínicos para oferecer os tratamentos mais inovadores.
A nossa equipa especializada em cancro do útero
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"O presente e o futuro do tratamento do cancro baseiam-se em equipas superespecializadas"
O Dr. Antonio González, diretor do Cancer Center da Clínica Universidad de Navarra, faz um resumo do que é o cancro, as suas causas, diagnóstico, tratamento e os avanços inovadores no futuro da abordagem do cancro.