Leucemia mieloide crónica (LMC)
«Em doentes jovens pode realizar-se um transplante de medula óssea, se existir um dador compatível.»
DR. JOSÉ RIFÓN ROCA
ESPECIALISTA. SERVIÇO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA

O que é a leucemia mieloide crónica
A leucemia mieloide crónica (LMC) é um tipo de cancro do sangue que afeta a medula óssea, o tecido responsável pela produção das células sanguíneas. Esta doença provoca um crescimento descontrolado de certas células no sangue, especialmente dos glóbulos brancos (leucócitos).
A LMC é uma das leucemias mais comuns em adultos, representando aproximadamente 15% dos casos de leucemia crónica. Costuma ser diagnosticada entre os 30 e os 60 anos, sendo pouco frequente em crianças e em pessoas muito idosas.

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Sintomas da leucemia mieloide crónica
A LMC é habitualmente uma doença assintomática. A suspeita da doença pode surgir a partir das alterações observadas nas análises laboratoriais.
Com a progressão da doença ao longo do tempo, ocorre o aparecimento gradual de astenia, anorexia, perda de peso e, tipicamente, desconforto na região esquerda do abdómen, com sensação de digestões pesadas, provocado pelo aumento significativo do tamanho do baço, que comprime o estômago e outros órgãos.
Os sintomas mais frequentes são:
- Astenia
- Anorexia
- Perda de peso
- Sensação de digestões pesadas
Apresenta algum destes sintomas?
Se suspeitar que apresenta algum dos sintomas referidos,
deve consultar um médico especialista para diagnóstico.
Causas da leucemia mieloide crónica
A LMC não tem uma causa definida, embora alguns casos tenham sido relacionados com a exposição a radiações ionizantes ou a determinados produtos químicos. Envolvido na génese da LMC encontra-se o denominado cromossoma Filadélfia.
Este cromossoma surge como consequência de um estímulo oncogénico capaz de alterar, de forma ainda não totalmente esclarecida, a estrutura de dois cromossomas (9 e 22), que trocam entre si parte do seu material genético. Como consequência, é produzida uma proteína anómala, responsável pela transformação neoplásica na LMC.
Prognóstico da leucemia mieloide crónica
O prognóstico evoluiu de forma muito significativa, uma vez que o conhecimento sobre a doença, nomeadamente sobre as células leucémicas, tem aumentado, permitindo a aplicação de tratamentos cada vez mais específicos e eficazes.
Como se diagnostica a leucemia mieloide crónica?
Com grande frequência, o diagnóstico da leucemia mieloide crónica é realizado em análises de rotina, ao ser detetada uma leucocitose marcada no hemograma.
Perante a suspeita de LMC, deve ser realizado um estudo da medula óssea através de biópsia. O exame da medula óssea deve incluir um estudo genético que permita demonstrar a presença do cromossoma Filadélfia.
Na suspeita de LMC, é igualmente realizada a reação citoquímica da fosfatase alcalina granulocitária, que permite diferenciar as leucocitoses causadas pela LMC das provocadas por outras causas, nomeadamente infeções graves.
Tratamento da leucemia mieloide crónica
A LMC desenvolve-se em três fases: uma fase inicial, designada fase crónica, que evolui ao longo do tempo, passando por uma fase de aceleração, até atingir uma fase aguda, na qual a LMC se transforma numa leucemia aguda. O tratamento dependerá da fase em que a doença se encontra.
Inicialmente, o tratamento é realizado com hidroxiureia (quimioterapia) por via oral e interferão (imunoterapia), com o objetivo de controlar a leucocitose marcada. Os doentes em fase de aceleração ou de transformação para leucemia aguda necessitam de tratamentos mais agressivos. Após o controlo da doença, a estratégia terapêutica dependerá da idade do doente.
Os doentes jovens com dador de medula óssea podem ser submetidos a transplante de medula, uma vez que este constitui o único tratamento curativo. Nos doentes mais idosos ou naqueles sem dador de medula óssea disponível, pode ser ponderada a realização de um autotransplante de medula óssea.
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