Leucemia
«Oferecemos-lhe um tratamento que inclui quimioterapia, agentes hipometilantes, novas terapias dirigidas ou transplante de progenitores hematopoiéticos.»
DRA. ANA ALFONSO PIÉROLA
ESPECIALISTA. SERVIÇO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA

A leucemia é um tipo de cancro que afeta os tecidos do organismo responsáveis pela formação do sangue, como a medula óssea e os glóbulos brancos.
Em condições normais, os glóbulos brancos ajudam o organismo a combater infeções. No entanto, na leucemia, a medula óssea produz uma quantidade excessiva de glóbulos brancos anormais que não funcionam corretamente.
Os sintomas e o prognóstico dependem de cada tipo de leucemia, da fase em que a doença se encontra e das complicações que possam surgir.
Estão a ser desenvolvidos novos fármacos e novas estratégias terapêuticas, não só para destruir a célula neoplásica, mas também para inibir o seu crescimento e favorecer a sua diferenciação. Por exemplo, os derivados do ácido retinóico, os novos anticorpos monoclonais ligados à quimioterapia ou a terapia génica.

UMA MEDICINA PERSONALIZADA
Segunda Opinião,
a tranquilidade de saber
Solicite uma Segunda Opinião dos nossos profissionais com grande experiência no diagnóstico e tratamento de doenças oncológicas
Em 3 dias, sem sair de casa.
Quais são os sintomas da leucemia?
Em alguns casos, a leucemia não apresenta sintomas e é detetada em análises de rotina
Cansaço (astenia): Sensação de fadiga persistente, mesmo após descanso, que dificulta a realização das atividades diárias.
Perda de peso: Diminuição involuntária do peso corporal, sem alterações na dieta ou no nível de atividade física.
Dor óssea: Desconforto ou dor nos ossos, causados pela acumulação de células leucémicas na medula óssea.
Anemia: Diminuição dos glóbulos vermelhos, provocando palidez, fraqueza e dificuldade respiratória.
Febre: Elevação da temperatura corporal sem causa aparente, que pode ser persistente ou intermitente.
Gânglios linfáticos aumentados (adenopatias): Aumento do tamanho dos gânglios linfáticos, sobretudo no pescoço, axilas ou virilhas.
Infeções frequentes: Maior suscetibilidade a infeções como pneumonias ou herpes zóster, devido ao enfraquecimento do sistema imunitário.
Apresenta algum destes sintomas?
Se suspeitar que apresenta algum dos sintomas referidos,
deve consultar um médico especialista para diagnóstico.
Tipos de leucemia
Leucemia linfática crónica (LLC)
É o tipo de leucemia mais frequente nos países ocidentais, representando cerca de 30% de todos os casos. Tem origem nos linfócitos B, um tipo de glóbulo branco responsável pela resposta imunitária. A sua progressão é lenta e, em muitos casos, não apresenta sintomas nas fases iniciais. Com o tempo, pode enfraquecer o sistema imunitário e predispor a infeções.
Leucemia mieloide crónica (LMC)
Caracteriza-se por um crescimento anormal das células da série granulocítica, um tipo de glóbulos brancos responsável pela defesa contra infeções. Na maioria dos casos, está associada a uma alteração genética conhecida como cromossoma Filadélfia. A sua evolução é progressiva, com uma fase crónica inicial, seguida de uma fase acelerada e, por fim, uma fase blástica mais agressiva.
Leucemias agudas
Correspondem a um grupo de doenças em que as células hematopoiéticas imaturas proliferam de forma descontrolada na medula óssea, impedindo a produção normal das células sanguíneas. Existem dois tipos principais: a leucemia linfoblástica aguda (LLA), mais frequente em crianças, e a leucemia mieloide aguda (LMA), que afeta sobretudo adultos. A sua evolução é rápida e requer tratamento imediato.
Prognóstico da leucemia
Até há poucos anos, a mortalidade das leucemias agudas era muito elevada num curto espaço de tempo. No entanto, atualmente, já é possível falar em cura em alguns tipos específicos de leucemia aguda. Em muitos outros casos, conseguiu-se um aumento significativo da sobrevivência.
Na leucemia linfática crónica, o prognóstico depende do estádio da doença. Existem situações em que a sobrevivência é semelhante à de uma pessoa da mesma idade sem leucemia linfática crónica.
Contudo, em estádios mais avançados, dependendo dos fatores prognósticos, a sobrevivência pode ser consideravelmente inferior.
A sobrevivência dependerá também das complicações que possam surgir ao longo da evolução da doença.
Diagnóstico da leucemia
O diagnóstico da leucemia é realizado através de diversos exames que permitem confirmar a doença, determinar o seu tipo e avaliar a sua extensão. Inicialmente, pode ser suspeitada com base em sintomas como palidez intensa, infeções recorrentes, febre elevada ou hemorragias. Para confirmação, realizam-se análises ao sangue e uma punção da medula óssea, onde são estudadas as células afetadas.
Em alguns casos, recorrem-se a técnicas citoquímicas para diferenciar a leucemia de outras patologias com sintomas semelhantes. São também utilizados exames de imagem, como a TAC, para avaliar o envolvimento dos gânglios linfáticos, fígado e baço, especialmente nos síndromes linfoproliferativos crónicos.
Como se trata a leucemia?
No caso da leucemia linfática, a importância de um correto estadiamento reside no facto de cada estádio da doença ser tratado de forma diferente. Os casos com melhor prognóstico podem não necessitar de tratamento.
Atualmente, a fludarabina e outros derivados dos análogos das purinas apresentam resultados muito favoráveis. São também utilizadas novas terapias biológicas, como os anticorpos monoclonais.
O tratamento da leucemia mieloide crónica depende da fase em que a doença se encontra. Inicialmente, é realizado com quimioterapia oral e imunoterapia, com o objetivo de controlar a leucocitose acentuada.
Os doentes na fase de aceleração ou de transformação para leucemia aguda necessitam de tratamentos mais agressivos.
Após o controlo da doença, o tratamento dependerá da idade do doente:
Os doentes jovens com dador de medula óssea podem ser submetidos a transplante de medula, o único tratamento curativo.
Nos doentes mais idosos ou naqueles sem dador de medula óssea disponível, pode ser ponderada a realização de um autotransplante de medula óssea.
O tratamento das leucemias agudas continua a basear-se principalmente na quimioterapia. Os esquemas terapêuticos variam consoante o tipo de leucemia aguda. O transplante de medula óssea desempenha também um papel fundamental, podendo ser autólogo (do próprio doente) ou alogénico (de um dador), conforme cada situação.
Atualmente, estão a ser desenvolvidos novos fármacos e estratégias terapêuticas, não apenas para destruir a célula neoplásica, mas também para inibir o seu crescimento e promover a sua diferenciação, como os derivados do ácido retinoico, novos anticorpos monoclonais associados à quimioterapia ou a terapia génica.
Que ensaios clínicos temos sobre leucemias?
Unidade de Terapias Avançadas
A Unidade de Terapias Avançadas da Clínica Universidad de Navarra desenvolve terapias celulares contra o cancro e outras doenças do sistema imunitário.
Na sua aplicação intervém uma equipa multidisciplinar de enfermagem altamente especializada, em conjunto com médicos de todas as especialidades envolvidas.
O Serviço de Hematologia e Hemoterapia
da Clínica Universidad de Navarra
O Serviço de Hematologia da Clínica, constituído por especialistas de reconhecido prestígio nacional e internacional, integrou técnicas de diagnóstico molecular e a utilização de novos tratamentos personalizados na sua atividade assistencial, permitindo um diagnóstico mais preciso e rápido das doenças hematológicas.
O trabalho conjunto do corpo clínico e dos investigadores facilita o desenvolvimento e a aplicação de novos tratamentos e, simultaneamente, a avaliação rigorosa dos resultados terapêuticos.

Porquê na Clínica?
- Especialistas no desenvolvimento de tratamentos de Terapia Celular.
- Centro de referência internacional em linfomas, mieloma múltiplo e gamapatias monoclonais.
- Especialistas no diagnóstico e tratamento de problemas hemorrágicos e trombóticos.
A nossa equipa de profissionais
Conheça tudo sobre o cancro e os seus últimos tratamentos
"O presente e o futuro do tratamento do cancro baseiam-se em equipas superespecializadas"
O Dr. Antonio González, diretor do Cancer Center da Clínica Universidad de Navarra, faz um resumo do que é o cancro, as suas causas, diagnóstico, tratamento e os avanços inovadores no futuro da abordagem do cancro.