Mieloma múltiplo

«O nosso objetivo é o diagnóstico preciso e o tratamento precoce, com o objetivo de alcançar a cura do mieloma.»

DR. JESÚS SAN MIGUEL IZQUIERDO
ESPECIALISTA. SERVIÇO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em hematologia. Clínica Universidad de Navarra

O mieloma múltiplo é um tipo de cancro que afeta as células plasmáticas, um tipo de glóbulo branco presente na medula óssea. Trata-se do segundo tumor hematológico mais frequente, depois dos linfomas.

O tratamento desta doença mudou de forma significativa nos últimos anos graças ao desenvolvimento de novas terapias, como a aprovação de 5 novos fármacos que conseguiram duplicar a sobrevivência dos doentes com mieloma.

No Cancer Center Clínica Universidad de Navarra somos centro de referência para a investigação pré-clínica de novos tratamentos, em colaboração com diferentes empresas farmacêuticas. 

Oferecemos um tratamento e seguimento personalizados. Os fármacos administrados e a sua intensidade são individualizados de acordo com as características de cada doente.

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Sintomas do mieloma múltiplo

A proliferação descontrolada destas células pode manifestar-se de diferentes formas, dependendo do tipo e do estádio da doença.

Sintomas de acordo com o tipo de mieloma

  • Gamapatia monoclonal de significado indeterminado (GMSI): É a forma mais frequente e é considerada “benigna”. Caracteriza-se pela presença de uma proteína monoclonal no sangue ou na urina, resultante de uma pequena proliferação de células plasmáticas, sem outras alterações associadas. Apenas cerca de 11% dos casos evoluem para mieloma múltiplo.
  • Mieloma assintomático ou quiescente: Nesta fase, existe um maior número de células tumorais na medula óssea e uma concentração mais elevada de proteína monoclonal no sangue e/ou urina, mas ainda sem sintomas. A evolução é incerta: alguns casos comportam-se como uma GMSI “benigna”, enquanto outros progridem para mieloma ativo, sendo considerados de alto risco.
  • Mieloma múltiplo sintomático: Nesta fase surgem sintomas como anemia, lesões ósseas, insuficiência renal ou aumento do cálcio no sangue, associados a outras alterações detetáveis em análises laboratoriais ou exames imagiológicos, o que exige início imediato de tratamento.

Sintomas comuns do mieloma múltiplo

  • Anemia: A proliferação de células plasmáticas na medula óssea desloca as células normais, provocando anemia. Os sintomas associados incluem cansaço, palidez, taquicardia e afrontamentos.
  • Dor óssea: A destruição óssea pode causar dores de intensidade variável e até fraturas espontâneas ou resultantes de traumatismos mínimos.
  • Insuficiência renal: A proteína monoclonal anómala produzida pelas células atípicas pode ser filtrada pelos rins, provocando lesão renal.
  • Hipercalcemia: O aumento do cálcio no sangue, consequência da destruição óssea, pode causar obstipação, sede excessiva, desidratação e confusão mental.
  • Infeções recorrentes: A alteração na produção normal de anticorpos pode comprometer o sistema imunitário, aumentando a suscetibilidade a infeções.

Apresenta algum destes sintomas?

Se suspeitar que apresenta algum dos sintomas referidos,
deve consultar um médico especialista para diagnóstico.

Diagnóstico do mieloma múltiplo

Oferecemos medicina personalizada através de um diagnóstico genético e fenotípico abrangente, com o objetivo de otimizar os tratamentos.

Citometria de fluxo: Essencial na avaliação das gamapatias monoclonais, permite caracterizar marcadores das células plasmáticas e melhorar o diagnóstico e o prognóstico do mieloma. Desenvolvemos métodos avançados para detetar a doença mínima residual e monitorizar os tratamentos com maior precisão.

Estudos genéticos: Fundamentais para o prognóstico do mieloma. A sequenciação e a análise de mutações permitem identificar alterações desfavoráveis mesmo quando outros exames são normais e orientam terapêuticas específicas.

Diagnóstico por imagem: Tomografia por emissão de positrões (PET) com glicose e com metionina; TAC de corpo inteiro com baixa dose de radiação, que permite obter imagens de elevada qualidade e maior sensibilidade do que a radiografia convencional; ressonância magnética de 3 teslas, a mais potente, proporcionando maior precisão diagnóstica.

Tratamento do mieloma múltiplo

Em doentes com menos de 70 anos que preencham os critérios, o tratamento de eleição é o autotransplante de medula óssea.

São realizados 4 a 5 ciclos de tratamento de indução com novos fármacos (bortezomib, talidomida, lenalidomida, entre outros), seguidos de autotransplante.

Após o procedimento, podem ser novamente administrados fármacos para consolidação e manutenção da resposta à doença.

Se o doente não for candidato a autotransplante de medula óssea, o tratamento indicado é a administração de agentes alquilantes, como o melfalano e a prednisona, associados atualmente a novos fármacos:

  • Anticorpos monoclonais, como daratumumab, isatuximab e anticorpos biespecíficos dirigidos ao BCMA.
  • Novos imunomoduladores: pomalidomida, lenalidomida, entre outros.
  • Inibidores do proteassoma de nova geração: oprozomib, carfilzomib, etc.
  • Outros fármacos inibidores seletivos: venetoclax, selinexor, panobinostat, entre outros.

Dispomos de mais de 30 ensaios clínicos abertos em todas as fases da doença, avaliando todos os fármacos atualmente em estudo no mieloma, bem como o transplante nas suas modalidades autóloga e alogénica.

Células CAR dirigidas ao BCMA

Anticorpos monoclonais:

  • Daratumumab
  • Isatuximab
  • Anticorpos biespecíficos dirigidos ao BCMA

Inibidores do proteassoma de nova geração

  • Oprozomib
  • Carfilzomib

Novos imunomoduladores

  • Pomalidomida
  • CELMODs, imunomoduladores de 3.ª geração

Novos alquilantes

  • Melflufeno

Outros fármacos (inibidores seletivos)

  • Venetoclax
  • Selinexor
  • Panobinostat

Unidade de Terapias Avançadas

A Unidade de Terapias Avançadas da Clínica Universidad de Navarra desenvolve terapias celulares contra o cancro e outras doenças do sistema imunitário.

Na sua aplicação intervém uma equipa multidisciplinar de enfermagem altamente especializada, em conjunto com médicos de todas as especialidades envolvidas.

O Serviço de Hematologia e Hemoterapia
da Clínica Universidad de Navarra

O Serviço de Hematologia da Clínica, constituído por especialistas de reconhecido prestígio nacional e internacional, integrou técnicas de diagnóstico molecular e a utilização de novos tratamentos personalizados na sua atividade assistencial, permitindo um diagnóstico mais preciso e rápido das doenças hematológicas.

O trabalho conjunto do corpo clínico e dos investigadores facilita o desenvolvimento e a aplicação de novos tratamentos e, simultaneamente, a avaliação rigorosa dos resultados terapêuticos.

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Especialistas no desenvolvimento de tratamentos de Terapia Celular.
  • Centro de referência internacional em linfomas, mieloma múltiplo e gamapatias monoclonais.
  • Especialistas no diagnóstico e tratamento de problemas hemorrágicos e trombóticos.

A nossa equipa de profissionais

A DIANA DO MIELOMA MÚLTIPLO

Grupo de Investigação do Mieloma Múltiplo

O nosso grupo de investigação do CIMA Universidad de Navarra, constituído por investigadores de prestígio internacional, procura novas alternativas terapêuticas para o tratamento do mieloma múltiplo.

Uma das nossas linhas de investigação centra-se na identificação de biomarcadores de resistência e de potenciais alvos terapêuticos para o mieloma múltiplo.