Radioembolização com microesferas de Ítrio-90
"A radioembolização com esferas de Yttrium-90 constitui uma alternativa eficaz para os casos em que o fígado apresenta múltiplos tumores e não podem ser extirpados."
DR. ANTONIO MARTÍNEZ DE LA CUESTA ESPECIALISTA. SERVIÇO DE RADIOLOGIA

Ó que é a radioembolização com esferas?
A radioembolização com microesferas é um tratamento inovador para tumores hepáticos não operáveis, tanto primários (hepatocarcinoma) como secundários.
Consiste na administração de radiação diretamente ao tumor, preservando o fígado são. Esta radiação é emitida por pequenas esferas radioativas de tamanho microscópico carregadas com Ítrio-90, um elemento emissor de radiação de fraca penetração.
É um tratamento complexo cujo planeamento envolve especialistas em Oncologia, Hepatologia, Radiologia e Medicina Nuclear.
Somos um centro de referência a nível europeu na administração deste tratamento, com mais de 350 tratamentos realizados.
Cada tratamento é único e personalizado para cada doente. Para além de estar indicado no hepatocarcinoma, também é utilizado em metástases hepáticas e noutros tumores, como o cancro do cólon, da mama ou tumores neuroendócrinos.

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Quando está indicada a radioembolização?
Indicações mais frequentes deste tratamento:
- Hepatocarcinoma
- Metástases hepáticas
- Outros tumores: cancro do cólon, cancro da mama e tumores neuroendócrinos
A radioembolização é um tratamento inovador para tumores hepáticos não operáveis.
Tem alguma destas doenças?
Poderá ser necessário realizar uma radioembolização com microesferas
Como se realiza a radioembolização?
Primeiro, identificam-se os vasos que irrigam o tumor e realiza-se um simulacro de tratamento com esferas semelhantes, não carregadas com radiação. O objetivo é observar o seu comportamento e assegurar que não se alojam noutros órgãos onde poderiam causar danos.
Uma ou várias semanas depois, realiza-se o tratamento real. Consiste na injeção de microesferas carregadas com a dose de radiação calculada. Uma vez que estas se alojam no tecido tumoral, vão danificando-o através da emissão de radiação.
Ambas as fases, o simulacro e o tratamento, requerem apenas um internamento de dia e meio.
De um modo geral, o tratamento não provoca mais efeitos secundários do que alguma dor após o procedimento e, por vezes, algum cansaço ou diminuição do apetite nas semanas seguintes.
Os benefícios concretos dependem de:
- Tipo de tumor.
- Grau de envolvimento.
- Resposta a tratamentos prévios.
- Outros fatores individuais de cada doente.
De forma geral, o objetivo é travar o crescimento da doença e melhorar ou manter a qualidade de vida.
Além disso, ao reduzir o tamanho do tumor, em alguns casos, permite que este possa ser posteriormente removido por cirurgia.
O tratamento de tumores hepáticos primários por radioembolização com microesferas de Ítrio-90, quando realizado sobre um volume parcial, provoca um aumento do volume (hipertrofia) da região hepática saudável não tratada.
Esta circunstância permitiria a intervenção cirúrgica naqueles casos em que inicialmente tinha sido excluída, devido ao facto de a remoção do tumor deixar um volume hepático insuficiente para a sobrevivência do doente.
Esta técnica não só controla muito bem a doença, como permite que o tecido hepático ainda livre de tumor cresça o suficiente para considerar intervenções cirúrgicas que inicialmente eram impossíveis, aumentando em 30% os doentes nos quais seria possível realizar a resseção cirúrgica do tumor.
Em algumas ocasiões, pode acontecer que uma pequena quantidade de microesferas se desloque para outras partes do corpo, como a vesícula biliar, o estômago ou o pulmão.
Se tal acontecer, poderão causar inflamação nessas zonas, sendo necessário administrar um tratamento adicional.
Embora seja uma complicação pouco frequente (5% dos casos), o fígado de algumas pessoas pode ser especialmente sensível ao efeito da radiação, podendo surgir hepatite ou icterícia.
A Área de Cancro do Fígado e do Pâncreas
do Cancer Center Clínica Universidad de Navarra
A Área de Cancro do Fígado e do Pâncreas é uma área multidisciplinar exclusiva para a abordagem integral da patologia tumoral do fígado, do pâncreas e das vias biliares, bem como do transplante hepático de dador vivo.
O acompanhamento do doente será coordenado por uma única pessoa de referência, especialista nestas patologias, responsável por informar e coordenar as consultas, exames, tratamentos, cirurgias, etc., num prazo inferior a 48 horas.
Doenças que tratamos
- Cancro do pâncreas
- Cancro das vias biliares (colangiocarcinoma)
- Hepatocarcinoma ou cancro do fígado
- Metástases hepáticas
- Outros tumores hepáticos

Porquê na Clínica?
- Avaliação integral do doente.
- Possibilidade de iniciar o tratamento personalizado até 48 h após a primeira consulta.
- Cirurgia minimamente invasiva para uma melhor recuperação dos doentes.