Hepatocarcinoma. Cancro do fígado

"Todo o centro que pretenda estar na vanguarda no tratamento do hepatocarcinoma deve dispor de radioembolização, embora, devido à sua sofisticação, seja razoável que existam centros de referência para este tratamento."

DR. BRUNO SANGRO
COORDENADOR. ÁREA DE CANCRO DO FÍGADO E PÂNCREAS

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em Oncologia Médica. Clínica Universidad de Navarra

O hepatocarcinoma é o tumor primário do fígado mais frequente. Representa a quinta causa de morte por cancro no mundo e, em Espanha, surgem entre 5.000 e 8.000 novos casos por ano.

Atualmente dispomos de um amplo leque de tratamentos: transplante hepático, cirurgia de resseção, ablação por radiofrequência, quimioembolização ou radioembolização.

Além disso, nos últimos anos foram desenvolvidos fármacos capazes de atuar de forma sistémica em diferentes fases da doença.

O Cancer Center Clínica Universidad de Navarra tem uma experiência de mais de vinte e cinco anos no tratamento deste tumor. O nosso objetivo é oferecer o melhor tratamento e desenvolver linhas de investigação que nos ajudem a encontrar novas terapias. O nosso centro está na vanguarda da investigação nesta área.

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Sintomas do hepatocarcinoma

Em muitos casos, o hepatocarcinoma não apresenta quaisquer sintomas até fases muito tardias do seu desenvolvimento. Isto deve-se ao facto de o interior do fígado não doer e poder albergar uma grande quantidade de tumor sem que surjam sintomas.

De forma excecional, tumores pequenos podem provocar sintomas por obstruírem a via biliar e surgir icterícia, ou porque se rompem e causam hemorragias.

Perante qualquer sintoma, a recomendação é consultar um especialista.

À medida que os tumores vão aumentando de tamanho, mesmo sem causarem problemas iniciais, acabam por provocar cansaço intenso, falta de apetite, perda de peso inexplicada, dor abaixo das costelas direitas ou prurido.

Apresenta algum destes sintomas?

Se suspeitar que apresenta algum dos sintomas referidos,
deve consultar um médico especialista para diagnóstico.

Causas do hepatocarcinoma

O hepatocarcinoma, em Espanha e no restante mundo ocidental industrializado, surge quase sempre como consequência de uma doença hepática de longa evolução, que na maioria dos casos corresponde a uma hepatite crónica.

A maioria dos doentes tem mais de 40 anos. Os vírus da hepatite B e C provocam por vezes cirrose, e alguns dos doentes com cirrose desenvolvem tumores no fígado.

As cirroses de outra origem, como o álcool ou perturbações metabólicas, também predispõem ao aparecimento de hepatocarcinoma.

Nas regiões onde o cancro do fígado é mais frequente (Sudeste Asiático e África), ocorre com muito maior frequência sem necessidade de cirrose hepática prévia. Nessas regiões, os doentes adoecem geralmente numa idade mais precoce (antes dos 40 anos).

Como se diagnostica o hepatocarcinoma?

O Cancer Center da Clínica Universidad de Navarra realiza diversas técnicas para o diagnóstico dos tumores hepáticos, incluindo o hepatocarcinoma.

Elastografia hepática: técnica inovadora, não invasiva, simples e rápida. Melhora o diagnóstico e o seguimento evolutivo da fibrose hepática. O exame dura apenas 15 minutos, não requer anestesia e é indolor.

Outras técnicas para detetar possíveis tumores hepáticos são: ecografia, TAC, ressonância magnética e biópsia hepática.

Tratamento do hepatocarcinoma

O objetivo da quimioterapia é destruir as células tumorais para reduzir a doença, combinando uma grande variedade de fármacos, o que aumenta a sua eficácia.

As células cancerígenas crescem e dividem-se rapidamente. A quimioterapia abranda o seu crescimento e demonstra uma diminuição das recidivas da doença e um aumento da sobrevivência.

A frequência e a duração da quimioterapia dependem do tipo de cancro, dos objetivos do tratamento, dos medicamentos utilizados e da resposta do organismo.

Durante o tratamento ou após o seu término, o oncologista solicitará exames para avaliar a resposta do tumor à quimioterapia: se desapareceu ou diminuiu, se permanece estável ou se continuou a evoluir.

A embolização arterial consiste na injeção, através da artéria e da forma mais seletiva possível, de pequenas esferas plásticas que obstruem os vasos de menor calibre.

O resultado é que o tumor ou os tumores ficam sem irrigação sanguínea. O tratamento é geralmente repetido de seis em seis semanas, tantas vezes quantas as necessárias, habitualmente três ou quatro sessões.

Embora a embolização arterial não exija bloco operatório nem anestesia, é frequente um internamento de dois a quatro dias para controlo de efeitos secundários como dor, náuseas e febre. Apesar de não ser um tratamento particularmente arriscado, é comum sentir cansaço ou febrícula nos dias seguintes.

A embolização pode ser utilizada quando outros tratamentos mais resolutivos, como a cirurgia ou a radiofrequência, não são possíveis. A sua aplicação oferece maior sobrevivência aos doentes e pode ser curativa. Deve ter-se em conta que apenas pode ser aplicada quando a função hepática é muito boa.

A radiofrequência é uma técnica terapêutica simples, segura e muito bem tolerada. Baseia-se na aplicação de calor intenso nos tumores hepáticos, quer sejam primários quer secundários (metástases hepáticas).

Para transmitir esse calor intenso aos tumores, utilizam-se agulhas introduzidas no fígado através da pele, num procedimento que não requer anestesia geral, mas sim sedação profunda para maior conforto do doente. A colocação das agulhas é guiada por ecografia.

Uma vez posicionadas, aplica-se a energia geradora de calor durante alguns minutos. Todo o tecido em redor da agulha, até um diâmetro máximo de cerca de 5 cm, fica destruído. Por esse motivo, este tratamento apenas é indicado para tumores com 5 cm ou menos.

Quando os tumores não são visíveis na ecografia ou quando são múltiplos e o procedimento se prolonga, pode ser realizado em bloco operatório, por cirurgia aberta ou laparoscópica. Regra geral, o internamento hospitalar é de 24 horas.

O Ítrio-90 consiste em microesferas radioativas que se dirigem diretamente ao fígado. Este tratamento é dirigido aos tumores hepáticos e leva diretamente ao fígado milhões de pequenas partículas radioativas microscópicas.

Estas microesferas contêm o elemento radioativo Ítrio-90, que emite radiação a uma distância muito curta (cerca de 2,4 mm). A sua colocação junto da zona tumoral permite controlar a área irradiada, evitando danos nos tecidos saudáveis.

O transplante hepático é o único tratamento curativo para doenças graves como a cirrose, alguns tumores, anomalias hepáticas congénitas ou perturbações metabólicas cuja deficiência se localiza no fígado. Consiste na remoção total ou parcial do fígado doente e na sua substituição por um fígado saudável de um dador falecido ou vivo.

O Cancer Center da Clínica Universidad de Navarra apresenta um dos melhores resultados em termos de sobrevivência: mais de 90% dos doentes estão vivos um ano após a cirurgia, e a sobrevivência aproximada aos 5 e 10 anos é de 70% e 60%, respetivamente.

A equipa de cirurgiões e hepatologistas da Clínica Universidad de Navarra já realizou mais de 400 transplantes hepáticos, incluindo mais de duas dezenas de dadores vivos. Isto faz com que a Clínica seja um dos centros hospitalares espanhóis de referência em transplantes hepáticos de dador vivo adulto.

A Área de Cancro do Fígado e do Pâncreas
do Cancer Center Clínica Universidad de Navarra

A Área de Cancro do Fígado e do Pâncreas é uma área multidisciplinar exclusiva para a abordagem integral da patologia tumoral do fígado, do pâncreas e das vias biliares, bem como do transplante hepático de dador vivo. 

O acompanhamento do doente será coordenado por uma única pessoa de referência, especialista nestas patologias, responsável por informar e coordenar as consultas, exames, tratamentos, cirurgias, etc., num prazo inferior a 48 horas.

Doenças que tratamos

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Avaliação integral do doente.
  • Possibilidade de iniciar o tratamento personalizado até 48 h após a primeira consulta.
  • Cirurgia minimamente invasiva para uma melhor recuperação dos doentes.

A nossa equipa especialista em hepatocarcinoma

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