Como funciona o processo da terapia de protões
Seis etapas coordenadas por uma equipa multidisciplinar para adaptar o tratamento a cada paciente
O processo de protonterapia no Cancer Center da Clínica Universidade de Navarra decorre em seis etapas: consulta inicial de avaliação, simulação de imagens, planeamento dosimétrico, consulta pré-tratamento, sessões de tratamento e consulta de alta. Cada fase é coordenada por uma equipa multidisciplinar composta por oncologistas, radiofísicos e enfermeiros, que adaptam o processo às necessidades de cada paciente.
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Descubra como é o processo do tratamento com protões
Consulta inicial de avaliação
O doente será avaliado pelos nossos especialistas para estabelecer a indicação do tratamento com protonterapia. Este processo é realizado com os seus médicos de referência, através de comunicações personalizadas e com documentação suficiente.
Simulação
De seguida, é programada a simulação, ou seja, a aquisição de imagens radiológicas de alta qualidade, através de TAC, Ressonância Magnética e/ou PET/TAC da região anatómica afetada pelo cancro e suscetível de tratamento, bem como dos órgãos adjacentes.
Planeamento dosimétrico
A equipa clínica (oncologistas, dosimetristas e radiofísicos) elabora um plano de irradiação procurando a opção técnica de máximo benefício na distribuição da dose. O plano de irradiação é aceite por consenso entre especialistas (médicos e físicos) e verificado em fantomas dosimétricos.
Consulta pré-tratamento
Na qual são explicadas as características do tratamento (número de sessões, número e incidência dos feixes de radiação, características e duração do processo na sala de tratamento, definição de horários, efeitos secundários expectáveis, monitorização da evolução em consulta médica ou de enfermagem semanal, consoante a necessidade de suporte sintomático, e pedido de consentimento informado).
Tratamento
Por fim, inicia-se a fase específica do tratamento na sala de protonterapia, que inclui o posicionamento numa mesa-cama robotizada 6D, com movimentos programados e automatizados, e a verificação diária da reprodutibilidade do posicionamento definido no planeamento inicial. Isto inclui máscaras ou dispositivos de imobilização, verificação através de lasers (externos), obtenção de um TAC de feixe cónico (registo da anatomia interna), verificação — através de software de fusão — da concordância das imagens do posicionamento diário com o TAC inicial de planeamento e, finalmente, o movimento do gantry (cabeçote que conduz os protões) para o(s) ângulo(s) de disparo (incidência).
Após a irradiação, são removidos os sistemas de imobilização e o doente passa para o vestiário. A maioria dos doentes pode retomar as atividades diárias.
Consulta de alta
No final do tratamento com protonterapia, é agendada uma consulta de alta, na qual se avalia a tolerância, se definem os cuidados a ter em conta nas primeiras semanas, é entregue um relatório final do tratamento e é proposto um plano de seguimento evolutivo a médio e longo prazo.