Cancro do testículo

"Após o tratamento do cancro do testículo, é muito importante realizar revisões periódicas."

DR. FERNANDO JOSÉ DIEZ-CABALLERO ALONSO
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE UROLOGIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em Oncologia Médica. Clínica Universidad de Navarra

O cancro do testículo é um tipo de cancro que se origina nos testículos. Os testículos são dois órgãos que fazem parte do aparelho reprodutor masculino e são responsáveis pela produção de espermatozoides.

Este tipo de tumor tem origem, em 90% dos casos, nas células testiculares designadas por células germinativas. Existem dois tipos principais de tumores das células germinativas: seminomas e não seminomas.

As causas do cancro do testículo são desconhecidas, assim como os fatores de risco que podem favorecer o aparecimento deste tipo de tumores. O principal fator de risco é a falta de descida do testículo no momento do nascimento (criptorquidia).

Outros fatores que têm sido associados ao aparecimento do cancro do testículo são concentrações elevadas de hormonas maternas durante a gravidez e o parto prematuro, traumatismos no testículo e a presença de antecedentes familiares de cancro do testículo.

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Sintomas do cancro testicular

Nódulo no testículo

A grande maioria dos tumores do testículo é diagnosticada aquando do aparecimento de um nódulo no testículo, que frequentemente não provoca dor. Nos casos em que existe dor, esta surge habitualmente de forma progressiva, embora possa aparecer de forma súbita se o tumor se complicar.

Aumento do volume das mamas

Pode ocorrer crescimento das mamas em homens devido ao aumento da beta-gonadotrofina coriónica (β-HCG), uma hormona que apenas se eleva em homens em alguns casos de tumores do testículo.

Dor

Em alguns doentes pode existir dor lombar ou abdominal, causada pela irradiação dos estímulos dolorosos do testículo para essas regiões ou pela presença de metástases nos gânglios linfáticos do retroperitoneu.

Outros

Nos casos em que existem metástases noutros órgãos (pulmão, cérebro, osso, etc.), estas podem provocar sintomas muito variados, dependendo da sua localização.

Apresenta algum destes sintomas?

Se suspeitar que apresenta algum dos sintomas mencionados,
deve consultar um médico especialista para o respetivo diagnóstico.

Tipos de cancro testicular

Existem dois tipos principais de cancro testicular que é importante distinguir, uma vez que o esquema de tratamento é diferente:

  • Seminoma: são tumores que não devem estar associados a outros tipos tumorais; representam cerca de 40% dos tumores testiculares e são mais frequentes na quarta década de vida. Estes tumores são mais sensíveis à radioterapia do que outros tipos de cancro do testículo.
  • Não seminoma: os tumores não seminomatosos representam cerca de 60% dos cancros testiculares e surgem habitualmente na terceira década de vida.

Estádios do cancro testicular

  • Estádio I: o tumor afeta apenas o testículo.
  • Estádio II: o tumor estende-se aos gânglios linfáticos, geralmente localizados no retroperitoneu (região situada atrás do abdómen). Não existem metástases à distância.
  • Estádio III: o tumor apresenta metástases ou uma elevação muito significativa dos marcadores tumorais.

Como se diagnostica o cancro testicular?

O diagnóstico do cancro testicular é realizado através de uma história clínica detalhada e de um exame físico efetuado por um especialista.

Se for detetada uma massa à palpação, será necessário realizar análises ao sangue (com determinação de alfa-fetoproteína e beta-HCG, marcadores tumorais que se elevam nestes doentes), bem como uma ecografia testicular para conhecer as características do tumor e avaliar se o outro testículo está afetado.

O estudo deve ser completado com exames de imagem adicionais, como TAC abdominal, cintigrafia óssea e PET, para avaliar se o tumor afeta estruturas adjacentes ou se existe disseminação à distância.

Tratamento do cancro testicular

O tratamento depende do tipo de tumor apresentado pelo doente e do estádio da doença.

O tratamento inicial é sempre cirúrgico, mesmo quando o cancro se encontra disseminado, estando também indicada a remoção cirúrgica do testículo.

Este tratamento pode ser complementado com quimioterapia e/ou radioterapia adjuvante para travar a progressão da doença e prevenir recidivas. O fármaco quimioterápico mais utilizado é o carboplatino, que apresenta uma boa tolerabilidade e elevada eficácia neste tipo de tumores.

Nas consultas de seguimento, para além da recolha de sintomas e do exame físico, é habitualmente realizada a determinação dos marcadores tumorais.

Adicionalmente, são realizados de forma periódica exames como radiografia do tórax, TAC abdominal e ecografia testicular.

A frequência das consultas de seguimento é variável e a sua duração deve ser ao longo de toda a vida, uma vez que existe um pequeno risco de desenvolvimento de tumores no testículo saudável.

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Doenças que tratamos:

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