Quimioterapia para o cancro
"O Departamento de Oncologia Médica desenvolve um notável trabalho em equipa, o que tem permitido diversos avanços na oncologia e o desenvolvimento de uma medicina altamente personalizada."
DR. ANTONIO GONZÁLEZ MARTÍN DIRETOR. DEPARTAMENTO DE ONCOLOGIA MÉDICA

O que é a quimioterapia?
O termo quimioterapia refere-se ao conjunto de fármacos utilizados no tratamento do cancro cujo objetivo é impedir a reprodução das células tumorais e, desta forma, reduzir a doença.
Os fármacos utilizados neste tipo de tratamento são denominados fármacos antineoplásicos ou quimioterápicos.
A frequência e a duração da quimioterapia dependem do tipo de cancro, dos objetivos do tratamento, dos medicamentos que vão ser utilizados e da forma como o organismo responde a eles.

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Quando está indicada a quimioterapia?
Em função da sensibilidade à quimioterapia, os tumores podem ser classificados em três grupos:
- Quimiossensíveis: correspondem aos tumores em que a quimioterapia obtém resposta em mais de 50% dos casos e uma remissão completa tumoral em 15–20% dos doentes. O cancro da mama, do ovário, da próstata ou o carcinoma microcítico do pulmão são exemplos típicos.
- Quimiocuráveis: tumores que desaparecem e são curados com quimioterapia, como o linfoma de Hodgkin, os linfomas não Hodgkin de alto grau, o carcinoma do testículo ou o carcinoma embrionário do ovário.
- Quimiorresistentes: tumores nos quais a quimioterapia não obtém resposta em pelo menos metade dos doentes e, por isso, a sobrevivência não aumenta significativamente com este tratamento. Incluem-se, entre outros, o melanoma, o hepatocarcinoma e o cancro do rim.
Assim, os objetivos da quimioterapia dependem do tipo de tumor e da sua sensibilidade ao tratamento, bem como do estádio tumoral ou da fase de evolução da doença em que se encontra.
Em função disso, a quimioterapia pode ser utilizada para:
- Curar o cancro.
- Evitar que o cancro se dissemine.
- Atrasar o crescimento do cancro.
- Destruir células cancerígenas que possam ter-se disseminado para outras partes do corpo a partir do tumor original.
- Aliviar os sintomas causados pelo cancro.
Indicações mais frequentes deste tratamento:
- Cancro colorretal
- Cancro da mama
- Cancro do pulmão
- Cancro da próstata
- Outros tumores...
Foi-lhe diagnosticado cancro?
Pode ser necessário iniciar um tratamento com quimioterapia
Como é realizado o tratamento com quimioterapia?
A quimioterapia é administrada em ciclos, alternando períodos de tratamento com períodos de descanso. Um ciclo é o intervalo de tempo desde a administração do tratamento (incluindo o período de descanso) até à administração seguinte.
Existem diferentes vias de administração da quimioterapia. A escolha depende do tipo de cancro, da sua localização e, sobretudo, dos fármacos de quimioterapia a utilizar.
A via mais habitual é a intravenosa, administrada através de um pequeno tubo de plástico ou cateter colocado numa veia periférica ou central, de forma temporária ou permanente (PICC ou port-a-cath).
Outras vias de administração são:
- Oral: cada vez mais frequente num maior número de indicações oncológicas.
- Intratecal: o cateter é colocado no canal espinal.
- Intra-arterial: o medicamento é injetado diretamente numa artéria para tratar apenas uma área (como o fígado, um braço ou uma perna).
- Intraperitoneal: no interior da cavidade abdominal.
- Outras: intramuscular, intralesional ou tópica.
Durante o tratamento, ou após a sua conclusão, é necessário realizar estudos que permitam avaliar a resposta tumoral à quimioterapia. Através deles é possível saber se o tumor desapareceu (resposta completa) ou diminuiu (resposta parcial), se permanece estável (doença estável) ou se continuou a evoluir (progressão da doença).
A resposta do tumor ao tratamento é independente do número e da intensidade dos efeitos secundários provocados.
Consoante o momento em que a quimioterapia é administrada, podemos falar de:
- Quimioterapia de indução ou neoadjuvante: administrada em primeiro lugar, antes de qualquer tratamento local, como radioterapia ou cirurgia, com o objetivo de reduzir a extensão da doença para permitir a sua remoção cirúrgica.
- Quimioterapia concomitante: administrada em simultâneo com outro tratamento, geralmente radioterapia, para potenciar o seu efeito.
- Quimioterapia adjuvante: realizada como complemento de outro tratamento, geralmente cirurgia, com o objetivo de reduzir o risco de recidiva da doença.
- Quimioterapia paliativa: administrada em doentes com tumores com metástases à distância, quando a finalidade do tratamento não é curativa.
A toxicidade associada à quimioterapia deve ser avaliada quanto à gravidade, frequência e duração.
Os efeitos secundários mais frequentes são: náuseas e vómitos, diminuição do apetite e perda de peso (anorexia), queda de cabelo ou alopecia, diarreia ou obstipação, cansaço (astenia), aftas na boca (mucosite), pele seca ou dermatite (acne), anemia e aumento do risco de infeções.
Os efeitos secundários nem sempre surgem e, quando aparecem, na maioria das vezes são toleráveis.
Atualmente, existem medicamentos que permitem controlar estes desconfortos e possibilitam que os doentes tenham uma vida praticamente normal durante o tratamento. Noutros casos, é necessário reduzir o ritmo de vida e descansar durante alguns dias após a administração.
O Departamento de Oncologia Médica da Clínica dispõe de uma Área de Enfermagem especializada e em contacto permanente com os doentes para minimizar esses riscos. Além disso, trabalha em conjunto com o Serviço de Medicina Paliativa, oferecendo cuidados globais para maximizar a sobrevivência e a qualidade de vida.
O Departamento de Oncologia Médica
da Clínica Universidad de Navarra
A prevenção e a deteção precoce são as armas mais eficazes de que dispomos na luta contra o cancro. Por isso, em conjunto com a Unidade de Medicina Genómica, dispomos de cinco programas: cancro da mama, do pulmão, do cólon, melanoma e cancro da próstata.
Dispomos de um Hospital de Dia, com pessoal altamente qualificado, que presta assistência ambulatória especializada ao doente oncológico e hematológico.
Organizados em áreas assistenciais
- Área de Cancro da Cabeça e Pescoço
- Área de Cancro Ginecológico
- Área de Cancro Gastrointestinal
- Área de Cancro Hematológico
- Área de Cancro do Fígado e do Pâncreas
- Área de Cancro da Mama
- Área de Cancro Pediátrico
- Área de Cancro da Pele e Melanoma
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- Área de Cancro da Tiroide e Tumores Endócrinos
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