Quimioterapia para o cancro

"O Departamento de Oncologia Médica desenvolve um notável trabalho em equipa, o que tem permitido diversos avanços na oncologia e o desenvolvimento de uma medicina altamente personalizada."

DR. ANTONIO GONZÁLEZ MARTÍN
DIRETOR. DEPARTAMENTO DE ONCOLOGIA MÉDICA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em Oncologia Médica. Clínica Universidad de Navarra

O que é a quimioterapia?

O termo quimioterapia refere-se ao conjunto de fármacos utilizados no tratamento do cancro cujo objetivo é impedir a reprodução das células tumorais e, desta forma, reduzir a doença.

Os fármacos utilizados neste tipo de tratamento são denominados fármacos antineoplásicos ou quimioterápicos.

A frequência e a duração da quimioterapia dependem do tipo de cancro, dos objetivos do tratamento, dos medicamentos que vão ser utilizados e da forma como o organismo responde a eles.

UMA MEDICINA PERSONALIZADA

Segunda Opinião,
a tranquilidade de saber

Solicite uma Segunda Opinião dos nossos profissionais com grande experiência no diagnóstico e tratamento de doenças oncológicas

Em 3 dias, sem sair de casa.

Quando está indicada a quimioterapia?

Em função da sensibilidade à quimioterapia, os tumores podem ser classificados em três grupos:

  • Quimiossensíveis: correspondem aos tumores em que a quimioterapia obtém resposta em mais de 50% dos casos e uma remissão completa tumoral em 15–20% dos doentes. O cancro da mama, do ovário, da próstata ou o carcinoma microcítico do pulmão são exemplos típicos.
  • Quimiocuráveis: tumores que desaparecem e são curados com quimioterapia, como o linfoma de Hodgkin, os linfomas não Hodgkin de alto grau, o carcinoma do testículo ou o carcinoma embrionário do ovário.
  • Quimiorresistentes: tumores nos quais a quimioterapia não obtém resposta em pelo menos metade dos doentes e, por isso, a sobrevivência não aumenta significativamente com este tratamento. Incluem-se, entre outros, o melanoma, o hepatocarcinoma e o cancro do rim.

Assim, os objetivos da quimioterapia dependem do tipo de tumor e da sua sensibilidade ao tratamento, bem como do estádio tumoral ou da fase de evolução da doença em que se encontra.

Em função disso, a quimioterapia pode ser utilizada para:

  • Curar o cancro.
  • Evitar que o cancro se dissemine.
  • Atrasar o crescimento do cancro.
  • Destruir células cancerígenas que possam ter-se disseminado para outras partes do corpo a partir do tumor original.
  • Aliviar os sintomas causados pelo cancro.

Indicações mais frequentes deste tratamento:

Foi-lhe diagnosticado cancro?

Pode ser necessário iniciar um tratamento com quimioterapia

Como é realizado o tratamento com quimioterapia?

A quimioterapia é administrada em ciclos, alternando períodos de tratamento com períodos de descanso. Um ciclo é o intervalo de tempo desde a administração do tratamento (incluindo o período de descanso) até à administração seguinte.

Existem diferentes vias de administração da quimioterapia. A escolha depende do tipo de cancro, da sua localização e, sobretudo, dos fármacos de quimioterapia a utilizar.

A via mais habitual é a intravenosa, administrada através de um pequeno tubo de plástico ou cateter colocado numa veia periférica ou central, de forma temporária ou permanente (PICC ou port-a-cath).

Outras vias de administração são:

  • Oral: cada vez mais frequente num maior número de indicações oncológicas.
  • Intratecal: o cateter é colocado no canal espinal.
  • Intra-arterial: o medicamento é injetado diretamente numa artéria para tratar apenas uma área (como o fígado, um braço ou uma perna).
  • Intraperitoneal: no interior da cavidade abdominal.
  • Outras: intramuscular, intralesional ou tópica.

Durante o tratamento, ou após a sua conclusão, é necessário realizar estudos que permitam avaliar a resposta tumoral à quimioterapia. Através deles é possível saber se o tumor desapareceu (resposta completa) ou diminuiu (resposta parcial), se permanece estável (doença estável) ou se continuou a evoluir (progressão da doença).

A resposta do tumor ao tratamento é independente do número e da intensidade dos efeitos secundários provocados.

Consoante o momento em que a quimioterapia é administrada, podemos falar de:

  • Quimioterapia de indução ou neoadjuvante: administrada em primeiro lugar, antes de qualquer tratamento local, como radioterapia ou cirurgia, com o objetivo de reduzir a extensão da doença para permitir a sua remoção cirúrgica.
  • Quimioterapia concomitante: administrada em simultâneo com outro tratamento, geralmente radioterapia, para potenciar o seu efeito.
  • Quimioterapia adjuvante: realizada como complemento de outro tratamento, geralmente cirurgia, com o objetivo de reduzir o risco de recidiva da doença.
  • Quimioterapia paliativa: administrada em doentes com tumores com metástases à distância, quando a finalidade do tratamento não é curativa.

A toxicidade associada à quimioterapia deve ser avaliada quanto à gravidade, frequência e duração.

Os efeitos secundários mais frequentes são: náuseas e vómitos, diminuição do apetite e perda de peso (anorexia), queda de cabelo ou alopecia, diarreia ou obstipação, cansaço (astenia), aftas na boca (mucosite), pele seca ou dermatite (acne), anemia e aumento do risco de infeções.

Os efeitos secundários nem sempre surgem e, quando aparecem, na maioria das vezes são toleráveis.

Atualmente, existem medicamentos que permitem controlar estes desconfortos e possibilitam que os doentes tenham uma vida praticamente normal durante o tratamento. Noutros casos, é necessário reduzir o ritmo de vida e descansar durante alguns dias após a administração.

O Departamento de Oncologia Médica da Clínica dispõe de uma Área de Enfermagem especializada e em contacto permanente com os doentes para minimizar esses riscos. Além disso, trabalha em conjunto com o Serviço de Medicina Paliativa, oferecendo cuidados globais para maximizar a sobrevivência e a qualidade de vida.

O Departamento de Oncologia Médica
da Clínica Universidad de Navarra

A prevenção e a deteção precoce são as armas mais eficazes de que dispomos na luta contra o cancro. Por isso, em conjunto com a Unidade de Medicina Genómica, dispomos de cinco programas: cancro da mama, do pulmão, do cólon, melanoma e cancro da próstata. 

Dispomos de um Hospital de Dia, com pessoal altamente qualificado, que presta assistência ambulatória especializada ao doente oncológico e hematológico.

Organizados em áreas assistenciais

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Especialistas de referência internacional no diagnóstico e tratamento do cancro.
  • Líderes em ensaios clínicos oncológicos para oferecer novas alternativas terapêuticas.
  • Tecnologia mais avançada do mercado para os tratamentos contra o cancro.

A nossa equipa de profissionais