Cancro do cólon
"O tratamento multidisciplinar do cancro do cólon proporciona grandes benefícios ao doente."
DR. JAVIER RODRÍGUEZ RODRÍGUEZ
ESPECIALISTA. ÁREA DE CANCRO GASTROINTESTINAL

O que é o cancro do cólon?
O cancro do cólon é um dos tipos mais frequentes de cancro em todo o mundo. É o terceiro tumor mais diagnosticado em homens e o segundo em mulheres, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). O cancro do cólon tem origem no intestino grosso, ou cólon, quando na mucosa que reveste este órgão se formam pólipos (crescimento anómalo do tecido). Alguns destes pólipos degeneram com o tempo e então surge o cancro.
Este tumor maligno pode crescer localmente (invadindo as camadas da parede do tubo digestivo e podendo alcançar os órgãos contidos no abdómen), por disseminação linfática (atingindo os gânglios linfáticos próximos) ou por disseminação hematogénea, isto é, através do sangue, chegando a órgãos vitais como o fígado, pulmão, ossos e cérebro.
Se o tumor for detetado numa fase precoce, é curável em mais de 90% dos casos. Por este motivo, a deteção precoce é fundamental, dado que se trata de um cancro frequente. Nas últimas décadas, conseguiu-se uma diminuição das taxas tanto de incidência como de mortalidade, graças à prevenção.
A Clínica Universidad de Navarra oferece um Programa de Deteção Precoce do Cancro Colorretal, cujo objetivo é detetar o cancro em estádios iniciais para melhorar o prognóstico. Além disso, conta com a Área de Cancro Gastrointestinal, uma equipa multidisciplinar especializada no diagnóstico e tratamento de doenças do trato digestivo.

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O cancro do cólon explicado pelos nossos profissionais
“Nas últimas décadas, conseguiu-se uma redução das taxas de incidência e mortalidade graças a programas de prevenção.”
O Dr. Carlos Pastor, cirurgião colorrectal, explica os sintomas e os tratamentos do cancro do cólon.
Quais são os sintomas do cancro do cólon?
Os sintomas do cancro do cólon variam em função da sua localização. Além disso, existem outras doenças do intestino grosso que não são malignas e podem provocar uma sintomatologia semelhante.
Sangue oculto nas fezes
Este é um dos sintomas mais frequentes do cancro do cólon, podendo surgir anemia.
Alteração do ritmo das dejeções
Algumas pessoas, com um trânsito intestinal previamente normal, desenvolvem diarreia ou obstipação.
Fezes mais estreitas
Isto acontece porque o tumor está a estreitar o intestino e não permite a passagem normal das fezes.
Dor abdominal
Quando o tumor fecha o lúmen intestinal, ocorre uma obstrução; nestes casos, é necessária assistência médica urgente.
Muco nas fezes
A presença de muco nas fezes pode ser um sinal de inflamação, embora nem sempre esteja associada ao cancro do cólon.
Tenesmo ou sensação de evacuação incompleta
É a sensação de necessidade de evacuar, mas, na maioria das vezes, as dejeções são ausentes ou escassas.
Apresenta algum destes sintomas?
Se suspeitar que apresenta algum dos sintomas mencionados,
deve procurar um médico especialista para o seu diagnóstico.
Quais são as causas?
Cerca de 70% dos casos de cancro do cólon são esporádicos e, por isso, associados às características individuais de cada pessoa, bem como a diferentes fatores ambientais. A alimentação é um fator causal que influencia consideravelmente esta patologia.
Cerca de 25% dos doentes com cancro do cólon têm um familiar afetado. No total, 5–10% dos cancros colorrectais (cancro do cólon e/ou do reto) têm caráter hereditário.
Doentes diagnosticados com doença inflamatória intestinal também apresentam um risco superior de desenvolver cancro do cólon.
Na Clínica, dispomos de uma Unidade de Prevenção e Consulta de Alto Risco de Tumores Digestivos, com ampla experiência e tecnologia de ponta para identificar este risco genético.
Fatores de risco e prevenção
A idade avançada, a obesidade visceral, o tabagismo, o sedentarismo e fatores alimentares, como um elevado consumo de carnes vermelhas e alimentos ultraprocessados, foram identificados como fatores de risco para o desenvolvimento de pólipos e carcinomas colorrectais.
Por este motivo, diferentes sociedades médicas recomendam a adoção de um estilo de vida saudável e de uma dieta mediterrânica variada, bem como a participação em programas de rastreio para pessoas com mais de 50 anos.
Além disso, existem alguns grupos de risco, como pessoas com antecedentes familiares de primeiro grau com cancro do cólon e pessoas com doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn e a colite ulcerosa.
Como é diagnosticado o cancro do cólon?
O cancro do cólon é um dos cancros mais frequentes. No entanto, é curável em 90% dos casos se for diagnosticado atempadamente.
Para o diagnóstico precoce existem diferentes exames. A Clínica dispõe da mais avançada tecnologia de diagnóstico para o detetar, inclusive de forma não invasiva, através de cápsula endoscópica em doentes mais frágeis.
Para chegar ao diagnóstico de cancro colorrectal, é necessário visualizar diretamente o cólon para avaliar se existem lesões e, se existirem, recolher uma amostra para análise:
Tratamentos para o cancro do cólon
A cirurgia tem como principal objetivo remover o tumor, juntamente com estruturas relacionadas, para assegurar uma remoção adequada. Isto inclui:
- O tumor: com margens suficientemente amplas para evitar recidiva.
- Vasos sanguíneos principais: artérias e veias que irrigam o segmento intestinal afetado.
- Gânglios linfáticos regionais: para avaliar a possível disseminação do cancro.
A resseção pode ser realizada por via convencional ou laparoscópica; esta última implica uma incisão menor e um pós-operatório mais rápido.
Tipos de cirurgia:
- Hemicolectomia direita: para tumores no cego ou no cólon ascendente.
- Hemicolectomia esquerda: para tumores no cólon descendente ou no sigma.
- Colectomias segmentares: para tumores no cólon transverso ou no ângulo esplénico.
Após a remoção do tumor, este é analisado no Departamento de Anatomia Patológica. Consoante as suas características, pode ser necessário complementar o tratamento com quimioterapia e/ou radioterapia.
O tratamento depende do estádio da doença. A quimioterapia pode ser administrada por via intravenosa ou oral, embora existam outras formas, consoante o caso.
Tipos de administração de quimioterapia:
- Tratamento neoadjuvante: antes da cirurgia, para reduzir o tamanho do tumor e facilitar a intervenção.
- Tratamento adjuvante: após a cirurgia, para eliminar possíveis células cancerígenas remanescentes e prevenir a recidiva.
- Tratamento paliativo: para reduzir a carga tumoral, melhorar sintomas e prolongar a qualidade de vida.
Em alguns casos, doentes com metástases no fígado ou no pulmão podem responder bem ao tratamento, permitindo uma intervenção cirúrgica posterior.
Cada caso é avaliado numa reunião multidisciplinar para definir a melhor estratégia terapêutica.
Opções para doentes não cirúrgicos:
- Quimioterapia intra-arterial: permite administrar o medicamento diretamente nos focos de doença metastática, obtendo maior concentração do fármaco com menos efeitos secundários.
- Radioembolização: utilizada para tratar lesões hepáticas que não podem ser removidas cirurgicamente, consolidando os resultados obtidos com a quimioterapia.
O cancro colorrectal não é uma doença única, mas sim um conjunto de tumores com importantes diferenças genéticas. Isto significa que pode desenvolver-se de formas distintas, consoante as alterações no ADN das células afetadas.
A classificação molecular permite identificar essas diferenças genéticas, o que é crucial para prever como a doença poderá evoluir e quais os tratamentos mais eficazes para cada doente.
Por outras palavras, ajuda tanto a compreender o prognóstico como a personalizar o tratamento. Dispomos de uma Unidade de Medicina Genómica equipada para realizar análises genéticas avançadas.
Estes estudos permitem caracterizar melhor cada tumor, identificar possíveis casos de cancro hereditário e descobrir novas opções terapêuticas adaptadas às necessidades específicas de cada doente.
Que ensaios clínicos temos sobre el cáncer de colon?
A Área de Cancro Gastrointestinal
do Cancer Center Clínica Universidad de Navarra
A Área de Cancro Gastrointestinal é composta por uma equipa multidisciplinar de especialistas no diagnóstico e tratamento de doenças do trato digestivo.
Inclui especialistas de Gastrenterologia, Radiologia, Anatomia Patológica, Cirurgia e Oncologia Médica e Radioterápica, bem como o apoio de Enfermagem.
Que doenças tratamos?

Porquê na Clínica?
- Avaliação integral do doente.
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- Profissionais especialistas que são referência a nível nacional.