Radioterapia externa
"Incorporamos sistemas que permitem administrar doses curativas na zona de risco e minimizar a radiação nos tecidos saudáveis adjacentes, de acordo com as características de cada doente."
DRA. MARTA MORENO JIMÉNEZ ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE ONCOLOGIA RADIOTERÁPICA

Ó que é a radioterapia externa?
Na radioterapia externa utilizam-se feixes de radiação ionizante (ondas eletromagnéticas) gerados em equipamentos de radiação afastados e externos ao doente (aceleradores lineares).
O Departamento de Oncologia Radioterápica conta com o acelerador VERSA HD, considerado o mais avançado para tratamentos com radioterapia externa. Oferece uma velocidade de tratamento até dez vezes superior à de qualquer acelerador convencional, juntamente com uma maior precisão na administração da dose.
No programa de radioterapia externa dispõem-se de técnicas estereotáxicas e radioterapia de intensidade modulada, de forma sistemática para a maioria dos tumores. As técnicas de tratamento são as convencionais – radioterapia externa e radioterapia externa tridimensional conformada – e também especiais – radiação externa 3D, radioterapia externa modulada e, como foi referido anteriormente, radioterapia estereotáxica (radiocirurgia e radioterapia estereotáxica extracerebral).

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MR Linac | Acelerador linear de radioterapia guiado por ressonância magnética
Tecnologia avançada em radioterapia que combina um acelerador linear com uma ressonância magnética integrada de 1,5 Teslas, permitindo administrar uma radioterapia adaptativa em tempo real, que ajusta a dose e a precisão da radioterapia administrada ao doente de acordo com as características próprias de cada pessoa e de cada tumor.
Tipos de radioterapia externa
A Clínica dispõe de uma vasta experiência em radioterapia externa tridimensional conformada (RT3D). Esta técnica integra a tecnologia de TAC no processo de conceção dos tratamentos de radiação.
Outro avanço incorporado é o desenvolvimento de sistemas de planificação tridimensional (3D), baseados em complexos sistemas informáticos de cálculo para estimar a distribuição da dose de radiação.
Tudo isto representa qualidade, pois com a RT3D melhora-se a distribuição espacial da radiação, adaptando-se melhor ao volume e à forma do tumor. Pode reduzir de forma significativa a quantidade de radiação nos órgãos saudáveis adjacentes e permitir administrar o tratamento com intenção curativa sem recorrer à cirurgia.
Os equipamentos são submetidos diariamente a controlo de qualidade. Dispomos de três aceleradores lineares de última geração e dos sistemas de planificação mais recentes e avançados.
Na RT3D convencional, a forma do campo de tratamento é definida através de um processo manual, quase artesanal. São elaborados blocos de um material plumbífero, talhados manualmente, aos quais é dado o formato e o tamanho de acordo com o tecido ou órgão a proteger.
Depois de elaborados e talhados, os blocos são montados em bandejas que se interpõem à saída do feixe de radiação. Essa interposição projeta uma “sombra” no campo, correspondente à zona ou aos tecidos que se pretendem proteger.
Radioterapia de intensidade modulada (IMRT), a última geração de tratamentos de radioterapia externa
Apenas está disponível em centros de tratamento oncológico altamente especializados.
A Clínica Universidad de Navarra é uma das instituições espanholas pioneiras na utilização desta técnica especial de radiação, com mais de 15 anos de experiência no tratamento de doentes.
Este tratamento permite conformar os campos de tratamento e modular a intensidade dos feixes de radiação através de colimadores multilâminas (multi-lâminas) controlados a partir do sistema de planificação, num ambiente totalmente digital. Com esta técnica, cada um dos múltiplos campos previstos é subdividido pelo colimador em vários segmentos.
Esta característica e outras melhorias sofisticadas, como a planificação inversa (elaboração de planos de tratamento a partir de propostas de níveis de dose e de restrições para tecidos-alvo e órgãos saudáveis), permitem criar planos de tratamento altamente conformados, com mapas de distribuição diferenciada da dose de radiação dentro de um mesmo campo.
Esta técnica possibilita aplicar tratamentos mais “inteligentes”, com potencial aumento de eficácia, decorrente da possibilidade de escalonar a dose de radiação com um perfil de segurança superior.
A radioterapia estereotáxica é uma técnica especial de radioterapia externa.
Requer sistemas especiais de fixação e imobilização (guias ou molduras estereotáxicas) com um sistema de coordenadas tridimensionais, independentes do doente, que permitem localizar com elevada precisão as lesões a tratar.
Por sua vez, exige equipamentos capazes de gerar feixes de radiação altamente conformados (aceleradores lineares, gammaknife, cyberknife, tomoterapia) que convergem sobre a lesão, administrando de forma ultrasseletiva doses elevadas de radiação, sem aumentar a radiação nos órgãos ou estruturas saudáveis adjacentes.
Podem ser realizadas várias sessões de tratamento com elevadíssima precisão. A utilização mais frequente é no tratamento de tumores cerebrais.
A SBRT (Stereotactic Body Radiation Therapy) corresponde à radiação, em condições de estereotaxia, de lesões extracerebrais. É possível tratar lesões, como tumores do pulmão inoperáveis ou metástases hepáticas, em pouco tempo e com um perfil de efeitos secundários tolerável.
A aplicação de uma única sessão, com doses muito elevadas de radiação, administradas através de sistemas e em condições de estereotaxia, denomina-se radiocirurgia.
Está indicada no tratamento de lesões malignas ou benignas com menos de 3–4 centímetros (metástases cerebrais, malformações arteriovenosas, neurinomas, meningiomas).
A Clínica Universidad de Navarra é o primeiro hospital privado espanhol a adquirir um acelerador linear miniaturizado para administrar radioterapia intraoperatória: LIAC, o modelo mais versátil, de menor dimensão e com maior mobilidade.
O LIAC permite tratar doentes mais complexos, reduzindo ao mínimo a toxicidade nos tecidos saudáveis adjacentes, em menos sessões e de forma mais segura.
O tempo de exposição à radiação não ultrapassa os dois minutos, uma vez que o acelerador permite administrar uma dose muito elevada e homogénea numa área muito específica e numa única sessão. Uma única sessão com este acelerador equivale a seis sessões de radioterapia convencional.
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Como se realiza a radioterapia externa?
No tratamento radioterápico intervém uma equipa de profissionais especialmente treinados, dirigida por um oncologista radioterapêutico.
O oncologista radioterapêutico é o médico especialista em oncologia radioterapêutica que elabora, prescreve e supervisiona o plano de tratamento. Pode modificar o tratamento consoante a evolução do doente, identifica e trata os efeitos adversos da irradiação e colabora com outros especialistas envolvidos no tratamento multidisciplinar do cancro, como oncologistas médicos e cirurgiões.
Os físicos médicos trabalham em estreita colaboração com o oncologista radioterapêutico na planificação e administração do tratamento. Supervisionam o trabalho do dosimetrista e participam diretamente na planificação de tratamentos complexos. Além disso, elaboram e coordenam programas de qualidade das unidades de tratamento e realizam testes destinados a assegurar o bom funcionamento dos equipamentos e a qualidade do feixe de irradiação.
Os dosimetristas trabalham com o oncologista radioterapêutico e o físico médico para selecionar a técnica de radiação capaz de obter a melhor distribuição da dose sobre o tumor e a maior exclusão possível da dose nos tecidos saudáveis. O trabalho é realizado em computadores que utilizam algoritmos de cálculo complexos capazes de processar diferentes tipos de imagem.
O técnico de radioterapia é o profissional responsável pela administração diária do tratamento de irradiação, sob supervisão médica. Deve ser meticuloso na imobilização e no posicionamento diário do doente, garantir que o tratamento correto é realizado e efetuar um registo diário das sessões.
A enfermeira de oncologia radioterapêutica trabalha com toda a equipa para responder às necessidades do doente e da família antes, durante e após o tratamento. Explica os cuidados a ter durante e após a irradiação, os possíveis efeitos adversos e como os tratar.
Outros profissionais de saúde envolvidos nos cuidados destes doentes incluem médicos nutricionistas, fisioterapeutas, dentistas e assistentes sociais.
Antes de realizar um tratamento com radioterapia, o oncologista radioterapêutico fala com o doente e explica os benefícios e riscos do tratamento, bem como outras opções terapêuticas existentes.
Posteriormente, realiza-se a simulação, que consiste em tomar medidas e desenhar referências na pele para facilitar a entrada dos feixes de irradiação externa através da pele, de forma precisa e reprodutível, em cada sessão. O doente é imobilizado numa posição confortável e reprodutível, que será utilizada diariamente durante a irradiação.
Para a imobilização são utilizados diferentes dispositivos, como máscaras termoplásticas, colchões de vácuo ou de resinas catalíticas, planos inclinados, etc., selecionando-se o método em função da localização tumoral e da precisão requerida.
Nestas condições de imobilização e fixação, é realizado um TAC de planificação e adquiridas as imagens axiais correspondentes. Estas imagens são enviadas para um computador para a planificação virtual do tratamento. No sistema de planificação escolhe-se uma determinada energia de fotões, o número de campos de radiação (habitualmente de dois a quatro) e os ângulos de rotação do cabeçote do acelerador.
São gerados vários planos de tratamento e o oncologista radioterapêutico seleciona o plano com uma distribuição ótima da dose, capaz de maximizar a dose no tumor e minimizar a dose recebida pelas estruturas normais adjacentes.
Por fim, o doente inicia o tratamento na mesma posição em que foram realizados os procedimentos de simulação e planificação, após verificação dos campos de radioterapia, comparando imagens reconstruídas na planificação virtual com imagens reais do próprio doente obtidas por radiografia ou imagens portais digitais.
O tratamento com radioterapia é indolor e o doente não sente qualquer tipo de sensação. É administrado em regime ambulatório, sob a forma de sessões diárias (frações), cinco dias por semana, de segunda a sexta-feira, com descanso ao sábado e domingo, até um total de 25–40 frações, dependendo do tipo de tumor tratado.
Por vezes, o tratamento tem de ser interrompido durante um ou mais dias devido ao aparecimento de efeitos adversos, sendo retomado quando estes melhoram ou desaparecem.
Durante o tratamento são programadas radiografias de verificação e revisões semanais com o oncologista radioterapêutico e a enfermeira para acompanhar a evolução, os efeitos adversos e recomendar tratamento, se necessário.
É habitual recomendar aos doentes determinados cuidados e hábitos durante e após a irradiação, como descansar o suficiente, seguir uma dieta equilibrada e nutritiva e prestar especial atenção à pele, que pode ficar sensível e avermelhada.
Após o tratamento, o doente é convocado de forma programada para verificar a recuperação e a evolução do cancro.
De um modo geral, a radioterapia é bem tolerada e muitos doentes podem manter a sua atividade normal. No entanto, em alguns casos, podem surgir efeitos adversos, geralmente limitados à área tratada.
Os efeitos adversos da radioterapia são considerados agudos quando ocorrem durante o período de tratamento e nos noventa dias subsequentes. Resultam de um processo inflamatório decorrente da depleção de células progenitoras de tecidos de crescimento rápido, como a pele, a mucosa da cavidade oral e do trato gastrointestinal, o tecido hematopoiético, o folículo piloso, etc.
Estes efeitos adversos agudos são transitórios e reversíveis, graças à capacidade de reparação do tecido saudável. Costumam surgir a partir da segunda ou terceira semana de tratamento e podem durar várias semanas após o seu término.
O sintoma mais frequente é a fadiga, que geralmente não é incapacitante. A mucosite (inflamação da mucosa oral), a esofagite (inflamação do esófago), a enterite (inflamação do intestino delgado), a epitelite e a dermatite (inflamação da pele), a alopécia e a aplasia medular são os efeitos adversos agudos mais frequentemente observados. Em muitas situações é necessária a administração de terapêutica anti-inflamatória, alimentação com meios especiais e, menos habitualmente, internamento hospitalar para reposição hidroeletrolítica.
Os efeitos adversos crónicos observam-se a partir dos noventa dias após o final da radioterapia e resultam de um processo de transformação tecidular decorrente da depleção de células de crescimento lento, como o músculo, o parênquima renal e hepático, o tecido nervoso, etc.
Estes efeitos adversos crónicos não são reversíveis e são permanentes, constituindo o fator limitante mais importante da radioterapia clínica, embora seja verdade que a probabilidade de ocorrência de efeitos adversos crónicos é baixa.
Entre os efeitos adversos crónicos incluem-se a xerostomia ou diminuição da saliva, fibrose ou endurecimento do tecido subcutâneo, do pulmão ou do intestino, necrose, lesão neurológica e, na população pediátrica, atraso do crescimento, alterações hormonais e aparecimento de segundos tumores.
O Departamento de Oncologia Radioterápica
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento de Oncologia Radioterápica da Clínica Universidad de Navarra tem uma vasta experiência em radioterapia externa e de intensidade modulada. Além disso, aplicamos diversas técnicas médico-cirúrgicas de última geração disponíveis em poucos centros espanhóis.
Somos um dos centros de referência internacional na realização de implantes intraoperatórios e no tratamento por radiação com a técnica de braquiterapia de alta taxa durante o pós-operatório.
Temos uma das experiências mais amplas a nível mundial no tratamento com braquiterapia intraoperatória de tumores da cabeça e pescoço, sarcomas de partes moles e tumores ginecológicos.
Tratamentos que realizamos

Porquê na Clínica?
- Profissionais especialistas de referência a nível internacional.
- Maior acessibilidade para doentes nacionais e internacionais.
- Tecnologia de última geração, a mais avançada de Espanha.
- Unidade de Protonterapia mais avançada da Europa na sede de Madrid para o tratamento do cancro com protões.