Meningiomas. Tumor das meninges

«É recomendável que as decisões terapêuticas sejam tomadas no âmbito de unidades multidisciplinares, onde cada especialista possa contribuir com a sua experiência para benefício do doente.»

DR. BARTOLOMÉ BEJARANO HERRUZO
ESPECIALISTA. ÁREA DE TUMORES DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em neurologia. Clínica Universidade de Navarra

O que é um meningioma?

O meningioma é um tumor benigno que se origina nas células das meninges, as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. O meningioma não cresce dentro do cérebro, nem é um tumor cerebral, mas comprime-o.

Normalmente empurra o parênquima cerebral. Dependendo do local onde se origina, pode ser mais ou menos difícil de tratar.

São um pouco mais frequentes nas mulheres do que nos homens e a sua incidência aumenta ao longo da vida. Para além dos riscos próprios de cada tumor, em função do seu tamanho e localização, é característico dos meningiomas um risco elevado de trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar.

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Sintomas do meningioma

Os sintomas do meningioma variam em função da localização onde se origina. Além disso, trata-se de tumores de crescimento lento, pelo que provocam sobretudo sintomas decorrentes da compressão progressiva do tecido cerebral. São tumores que crescem ao longo de muitos anos, podendo os sintomas surgir de forma gradual.

Alguns dos sintomas mais frequentes do meningioma são:

  • Cefaleias progressivas
  • Crises epiléticas
  • Praticamente qualquer tipo de alteração neurológica

Apresenta algum destes sintomas?

Se suspeitar que apresenta algum dos sintomas referidos,
deve consultar um médico especialista para diagnóstico.

Causas do meningioma

Foram descritas alterações genéticas como possível causa, embora a maioria dos casos surja em doentes sem antecedentes familiares. É frequente a presença de meningiomas múltiplos em doentes com neurofibromatose tipo 2.

Aproximadamente dois terços dos meningiomas expressam recetores de progesterona e, mais raramente, de estrogénios. Foi descrita a aceleração do seu crescimento durante a gravidez e um aumento da incidência em mulheres submetidas a terapêutica hormonal de substituição após a menopausa.

Prognóstico do meningioma

Após excisões completas, a grande maioria dos tumores não volta a crescer. Nos casos em que persiste tumor residual, a probabilidade de novo crescimento e de reaparecimento de sintomas aumenta progressivamente ao longo dos anos.

É difícil prever a evolução de um caso concreto, uma vez que existe grande variabilidade no comportamento de tumores que aparentam ser semelhantes do ponto de vista histológico.

Como se diagnostica o meningioma?

Perante a suspeita clínica de meningioma, os exames de imagem, como a ressonância magnética, permitem localizar facilmente a lesão e, em muitos casos, sugerir o diagnóstico correto.

O diagnóstico definitivo é obtido através da biópsia tumoral. A maioria dos meningiomas é benigna (grau I), embora existam variantes de grau II ou III, associadas a pior prognóstico.

 Tipos de meningiomas 

Meningioma atípico (grau II)

O meningioma atípico corresponde a uma variante em que se associam características histológicas de maior agressividade a uma maior tendência clínica para recidiva.

O diagnóstico pode ser difícil, uma vez que os critérios variam ligeiramente entre diferentes classificações.

O tratamento inicial dos meningiomas atípicos é semelhante ao dos meningiomas típicos, sendo a cirurgia o principal pilar terapêutico. Apesar do seu caráter atípico, podem não recidivar após excisão completa, incluindo a base de implantação.

Meningioma anaplásico (grau III)

São ainda menos frequentes do que os meningiomas atípicos. Do ponto de vista histológico, apresentam características de malignidade franca.

O prognóstico é claramente pior do que no meningioma atípico. No meningioma anaplásico podem ocorrer recidivas muito rápidas e metástases à distância.

Neste tipo de tumor, é frequentemente utilizada quimioterapia, sendo os esquemas mais comuns a ciclofosfamida, a adriamicina e a vincristina.

Tratamento do meningioma

O tratamento inicial dos meningiomas é a excisão cirúrgica. Apesar de poderem ocorrer recidivas após a cirurgia, estas são muito raras quando todo o tumor e a sua base de implantação são removidos, sendo mais frequentes quando alguma área não pode ser totalmente excisada.

Como alternativa à cirurgia, pode considerar-se o recurso à radiação ionizante, quer sob a forma de dose única (radiocirurgia), quer como radioterapia fracionada convencional ou radioterapia estereotáxica fracionada. De um modo geral, a radioterapia apresenta um risco imediato inferior ao da cirurgia e constitui uma boa opção para travar o crescimento tumoral. No entanto, nem todos os tumores respondem, podendo voltar a crescer com o passar dos anos.

Para além da radiocirurgia como alternativa à cirurgia, existe a possibilidade da sua utilização como tratamento combinado, nomeadamente em tumores volumosos com áreas cuja excisão comporta elevado risco de morbilidade adicional, como as localizações na base do crânio ou a invasão do seio cavernoso.

El tratamiento inicial de los meningiomas es la extirpación quirúrgica. Las recurrencias son posibles a pesar de la extirpación, pero son muy raras cuando se ha quitado todo el tumor y su base, y más frecuentes si alguna zona no se puede quitar.

Como alternativa a la cirugía se puede plantear la radiación ionizante, bien como dosis única (radiocirugía), como radioterapia con fraccionamiento convencional, o como radioterapia estereotáctica fraccionada. En general la opción de tratamiento con radiación tiene un riesgo inmediato menor que el de la cirugía, y es una buena opción para detener el crecimiento del tumor. El problema es que no todos los tumores se frenan y a medida que pasan los años, puede ocurrir que empiecen a crecer otra vez.

Aparte de la indicación de radiocirugía como alternativa a la cirugía existe la opción de utilizarla como tratamiento combinado. En casos de tumores grandes con áreas cuya extirpación supone un riesgo de morbilidad añadido, como las áreas de implantación en base de cráneo, o las invasiones de seno cavernoso.

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