Craneofaringioma
"O tratamento deve ser planeado por uma equipa de diferentes especialidades, de modo a oferecer ao doente a melhor alternativa que permita a remoção completa."
DR. BARTOLOMÉ BEJARANO HERRUZO
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE NEUROCIRURGIA

O craneofaringioma é um tumor cerebral pouco frequente e benigno, que costuma aparecer imediatamente acima da glândula pituitária. Os craneofaringiomas formam-se a partir de tecidos que, na fase embrionária, ligavam o cérebro à faringe.
Em geral, o prognóstico para os doentes com craneofaringioma é bom, com possibilidade de cura completa em 80-90% dos casos, se o tumor puder ser totalmente removido por cirurgia ou tratado com doses elevadas de radioterapia.
Os critérios de bom prognóstico para a cirurgia radical são: idade inferior a 5 anos, tumores pequenos sem sintomas hipotalâmicos, localização intraselar ou intraventricular pura e experiência do cirurgião.

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Quais são os sintomas do craniofaringioma?
Hidrocefalia
Se o tumor obstruir o terceiro ventrículo, pode ocorrer acumulação de líquido no cérebro, aumentando a pressão intracraniana e provocando dores de cabeça, náuseas ou vómitos.
Alterações visuais
Devem-se à compressão do quiasma óptico e dos tractos ópticos, podendo causar perda parcial ou progressiva da visão.
Galactorreia
Em alguns casos, a alteração da regulação da prolactina pelo hipotálamo pode provocar secreção anómala de leite em homens e mulheres.
Diabetes insípida
Ocorre quando o tumor afeta o hipotálamo, alterando a produção da hormona antidiurética, o que provoca uma necessidade excessiva de urinar e sede intensa.
Atraso do crescimento
Resulta da diminuição da hormona do crescimento devido ao compromisso da hipófise, impedindo um desenvolvimento normal em crianças e adolescentes.
Apresenta algum destes sintomas?
Se suspeitar que apresenta algum dos sintomas mencionados,
deve consultar um médico especialista para o respetivo diagnóstico.
Como se diagnostica o craniofaringioma?
O diagnóstico do craniofaringioma é realizado através de uma avaliação neurológica e da realização de uma ressonância magnética cerebral.
As lesões são geralmente lobuladas, comprimem o III ventrículo e apresentam características mistas sólido-quísticas, com captação de contraste na componente sólida.
Como se trata o craniofaringioma?
Tratam-se de tumores benignos sintomáticos (expansivos) e a metastização é pouco frequente.
Embora a remoção completa destes tumores seja curativa, muitas vezes não é possível realizar uma resseção total sem causar défices neurológicos. Por esse motivo, é frequentemente necessário delinear uma estratégia terapêutica combinada, que pode incluir microcirurgia, punção estereotáxica dos quistos com injeção de substâncias esclerosantes, radiocirurgia e, em casos selecionados, radioterapia convencional.
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