Glioma cerebral

«Para que o tratamento com imunoterapia seja eficaz, dispomos no bloco operatório de um microscópio fluorescente, que aumenta a percentagem de excisão tumoral.»

DR. JAIME GÁLLEGO PÉREZ DE LARRAYA
COORDENADOR. ÁREA DE TUMORES DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em Oncologia Médica. Clínica Universidad de Navarra

O glioblastoma é um tipo de cancro que nasce nas células do tecido cerebral. Este tipo de cancro pode ser primário, quando se origina nas próprias células que compõem as diferentes estruturas cerebrais, ou metastático, quando já se disseminou ao cérebro. Este último é 10 vezes mais frequente do que os tumores cerebrais primários.

O Cancer Center Clínica Universidad de Navarra dispõe de uma Área de Tumores do Sistema Nervoso Central que conta com uma equipa de especialistas altamente diferenciada e com a tecnologia mais avançada para o diagnóstico e tratamento do glioblastoma.

A Clínica tem a série de doentes com maior volume médio de excisão de glioblastoma. Dispomos de um microscópio de fluorescência que permite a excisão completa em 83% dos casos.

Além disso, estamos na vanguarda tanto dos tratamentos como da investigação: somos o único centro espanhol que realiza um estudo para o tratamento dos glioblastomas com imunoterapia através de vacinas personalizadas combinadas com o tratamento padrão de primeira linha.

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Quais são os sintomas do glioblastoma multiforme?

Cefaleia

A cefaleia é o sintoma inespecífico mais frequente. Em muitas ocasiões, a sua presença não permite suspeitar facilmente da existência de um tumor cerebral.

Sonolência

Os sintomas resultantes do aumento da pressão intracraniana, como a sonolência, podem ser mais indicativos da presença de um glioma.

Outros

Existem outros sinais e sintomas mais específicos que surgem consoante a localização da doença, como sinais focais (perda de força, dificuldade em falar ou défice do campo visual), convulsões e hemorragia.
 

Apresenta algum destes sintomas?

Se suspeitar que apresenta algum dos sintomas referidos,
deve consultar um médico especialista para diagnóstico.

Prognóstico do glioblastoma multiforme

Gliomas de baixo grau I e II

  • Os fatores de bom prognóstico são:
  • Idade inferior a 40 anos.
  • Diâmetro tumoral inferior a 6 cm.
  • Tumor que não ultrapasse a linha média.
  • Tipo histológico oligoastrocítico.
  • Ausência de défices neurológicos.
  • A sobrevivência nestes doentes com tumores de alto grau varia entre 9 e 2 anos, de acordo com o grupo prognóstico.

Gliomas III e IV

  • Os fatores de bom prognóstico são:
  • Idade (inferior a 40-50 anos).
  • Bom estado geral, com autonomia funcional.
  • Estado mental preservado.
  • Conseguir uma resseção cirúrgica completa.
  • A sobrevivência nestes doentes com tumores de alto grau varia entre 2 anos e 6 meses, consoante o grupo prognóstico.

Quais são as causas do glioblastoma multiforme?

Não existe uma causa conhecida responsável pelo aparecimento dos gliomas. Menos de 5% dos gliomas apresentam antecedentes familiares. Existem ainda diversas doenças cerebrais degenerativas que predispõem ao desenvolvimento de gliomas.

Também não foi demonstrado que a utilização frequente de telemóveis esteja associada a uma maior incidência destes tumores cerebrais.

Como se diagnostica o glioblastoma multiforme?

A ressonância magnética permite visualizar as lesões cerebrais, o seu tamanho e localização. Com sequências avançadas e PET com metionina, é possível caracterizar o tipo de tumor. Esta informação é transferida para sistemas de navegação utilizados no bloco operatório.

Biópsia

A análise do tecido por um neuropatologista é fundamental para diagnosticar o tipo e o grau do tumor. Pode ser obtida por cirurgia aberta ou por punção guiada por imagem (estereotáxica).

Análises de plasma

Permitem detetar gliomas e o seu grau de malignidade quando a biópsia não é viável.

Tratamento do glioblastoma multiforme

A Clínica dispõe da série de doentes com maior volume médio de resseção de glioblastoma.

Utiliza uma técnica inovadora, o microscópio de fluorescência, que permite a remoção completa do glioblastoma em 83% dos casos. Estes dados foram publicados em revistas científicas internacionais.

De um modo geral, quando é removida toda a componente tumoral, os tumores de grau I e alguns de grau II podem ser curados apenas com cirurgia.

Nos tumores de baixo grau que não podem ser totalmente operados e nos tumores de grau III e IV, a cirurgia deve ser seguida de radioterapia e quimioterapia.

A quimioterapia demonstrou ser eficaz no prolongamento da sobrevivência nos gliomas de alto grau.

O tratamento padrão atual consiste na utilização de temozolomida em simultâneo com a radioterapia e, posteriormente, em pelo menos 6 ciclos adicionais.

Para além deste tratamento padrão, existem outras opções terapêuticas sobre as quais surgem novos dados todos os anos. A utilização destas linhas subsequentes, mais complexas, depende de cada caso e da experiência do oncologista.

Apesar de todos os tratamentos disponíveis, em muitos casos de gliomas de alto grau ou glioblastoma não é possível travar a progressão da doença, sendo por isso essencial continuar a investigação básica e os ensaios clínicos.

A precisão no planeamento e na execução da radioterapia é essencial para garantir a aplicação da dose máxima ao tumor, preservando simultaneamente os tecidos saudáveis.

Esta precisão depende da experiência do especialista, do rigor no planeamento, das técnicas de imagem disponíveis e do equipamento utilizado.

São utilizadas técnicas inovadoras como a radioterapia conformacional tridimensional, a radioterapia de intensidade modulada e técnicas estereotáxicas, que requerem aceleradores lineares de última geração e um suporte informático avançado.

Nos gliomas de alto grau, o tratamento que demonstrou maior aumento da sobrevivência é a combinação de cirurgia, radioterapia (em doses superiores às usadas nos gliomas de baixo grau) e quimioterapia. O componente do tratamento pós-operatório que mostrou maior benefício é a radioterapia.

Este tratamento, administrado sob a forma de vacinas, é combinado com o tratamento padrão de primeira linha, que inclui a resseção cirúrgica do tumor, seguida de radioterapia e quimioterapia com temozolomida.

O sistema imunitário desempenha um papel fundamental no desenvolvimento e controlo dos tumores. A imunoterapia tem como objetivo reparar ou potenciar a resposta imunitária do doente.

O volume limitado da doença e a combinação de quimioterapia com imunoterapia tornam esta abordagem uma opção adicional promissora no tratamento de doentes com glioblastoma.

Protonterapia contra o cancro

A terapia com protões é a modalidade de radioterapia externa de maior precisão, proporcionando uma melhor distribuição da dose de radiação e, por conseguinte, menor irradiação dos tecidos saudáveis.

A Unidade de Protonterapia ou Terapia de Protões do Cancer Center Clínica Universidad de Navarra, na sua sede de Madrid, é a mais avançada da Europa e a primeira num Centro de Cancro, com todo o respetivo apoio assistencial, académico e de investigação.

A Área de Tumores do Sistema Nervoso Central
do Cancer Center Clínica Universidad de Navarra

Na Unidade de Tumores do Sistema Nervoso Central oferecemos máxima segurança e eficácia na cirurgia de tumores cerebrais, por sermos o primeiro hospital com uma ressonância magnética de alto campo dentro do bloco operatório.

Dispomos de uma equipa altamente especializada na cirurgia de tumores cerebrais, com mais de 15 anos de experiência.

O tratamento individualizado de cada caso por uma equipa interdisciplinar permite oferecer a melhor alternativa a cada doente.

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Avaliação integral do doente.
  • Tecnologia de vanguarda.
  • Profissionais experientes, referência a nível nacional.

A nossa equipa especializada em glioblastoma multiforme

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