Tumores neuronais
"Na maior parte dos casos, com o diagnóstico correto por parte de profissionais experientes, consegue-se a extirpação cirúrgica completa do tumor."
DR. VÍCTOR RODRIGO PARADELLS
DIRETOR. DEPARTAMENTO DE NEUROCIRURGIA

O que é um tumor neuronal?
Os tumores neuronais são formados por células tumorais de origem neuronal. Distinguem-se dois grupos, em função de o componente neuronal ser único (gangliocitoma e gangliocitoma displásico cerebeloso) ou predominante, apresentando adicionalmente uma população tumoral astrocitária (neurocitoma central e liponeurocitoma cerebeloso).
O Cancer Center Clínica Universidad de Navarra criou uma Área Multidisciplinar de Tumores do Sistema Nervoso Central, que conta com o apoio de neuropatologistas, neurorradiologistas e especialistas em Medicina Nuclear no diagnóstico preciso, pré e pós-operatório.

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Quais são os sintomas dos tumores neuronais?
Os sintomas mais frequentes são:
- Cefaleias
- Crises epiléticas
- Visão dupla
Apresenta algum destes sintomas?
Se suspeitar que apresenta algum dos sintomas referidos,
deve consultar um médico especialista para diagnóstico.
Como são diagnosticados os tumores neuronais?
Entre os meios disponíveis para o diagnóstico dos tumores neuronais no Cancer Center Clínica Universidad de Navarra destacam-se:
PET com metionina e FDG. O PET com metionina é extraordinariamente eficaz nos tumores cerebrais.
Ressonância magnética (RM) de 1,5 e 3T, incluindo as sequências mais avançadas de perfusão, espectroscopia e tractografia.
Tratamento dos tumores neuronais
Gangliocitoma
São tumores pouco frequentes (0,1–0,5% de todos os tumores cerebrais), diagnosticados com maior frequência por volta da terceira década de vida.
A duração dos sintomas pode prolongar-se por 3–4 anos, sendo as manifestações mais frequentes as crises epiléticas e a cefaleia, dependendo da sua localização.
Na ressonância magnética apresentam calcificações e áreas quísticas, podendo captar contraste de forma heterogénea. São considerados tumores benignos, cujo tratamento cirúrgico pode ser curativo se a resseção for completa. As recidivas são raras e geralmente relacionadas com restos tumorais.
Gangliocitoma displásico cerebeloso
O gangliocitoma displásico cerebeloso, ou doença de Lhermitte-Duclos, é um tumor raro que se origina quase sempre nos hemisférios cerebelosos. Habitualmente provoca sintomas clínicos entre a terceira e a quarta décadas de vida, relacionados com hipertensão intracraniana de longa evolução, hidrocefalia ou síndrome cerebeloso progressivo. Outros sinais neurológicos podem surgir secundariamente à compressão do tronco encefálico ou de pares cranianos.
Estes tumores estão associados, em alguns doentes, à doença de Cowden, uma síndrome autossómica dominante associada a mutação do gene PTEN. Os doentes com doença de Cowden apresentam ainda alterações mucocutâneas (triquilemomas, queratose acral, papilomas orais, fibromas mucinosos) e outros tumores (adenoma tiroideu, pólipos gastrointestinais, doença microquística da mama), bem como quistos ou pólipos ováricos.
Na ressonância magnética observa-se uma lesão que espessa as folias do cerebelo, com aspeto heterogéneo.
São tumores benignos e o tratamento de eleição é a excisão cirúrgica.
Liponeurocitoma cerebeloso
São tumores muito raros que surgem na idade adulta (habitualmente na quinta década), localizados nos hemisférios cerebelosos ou no vérmis.
A ressonância magnética mostra lesões hipointensas, com baixa captação de contraste.
O tratamento de eleição é a cirurgia, não existindo atualmente dados que comprovem a eficácia da radioterapia ou quimioterapia adjuvante nestes tumores.
Neurocitoma central
São tumores muito raros, descritos e nomeados apenas há cerca de três décadas, pelo que não existe uma estimativa precisa da sua incidência (aproximadamente 0,1% dos tumores do sistema nervoso central).
Originam-se na parede dos ventrículos ou no septum pellucidum, e os sintomas duram geralmente menos de três meses até ao diagnóstico, estando relacionados com hidrocefalia aguda e hipertensão intracraniana.
Na ressonância magnética apresentam-se como lesões heterogéneas e bem delimitadas, localizadas nos ventrículos cerebrais.
São tumores benignos, embora mais agressivos do que os gangliocitomas, com bom prognóstico quando é possível uma excisão cirúrgica completa.
Em casos de recidiva, pode estar indicada a radiocirurgia sobre a lesão tumoral.
A Área de Tumores do Sistema Nervoso Central
do Cancer Center Clínica Universidad de Navarra
Na Unidade de Tumores do Sistema Nervoso Central oferecemos máxima segurança e eficácia na cirurgia de tumores cerebrais, por sermos o primeiro hospital com uma ressonância magnética de alto campo dentro do bloco operatório.
Dispomos de uma equipa altamente especializada na cirurgia de tumores cerebrais, com mais de 15 anos de experiência.
O tratamento individualizado de cada caso por uma equipa interdisciplinar permite oferecer a melhor alternativa a cada doente.

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